- O IPCA-15 de junho deve subir 0,33%, segundo o Daycoval, abaixo do avanço de 0,62% de maio.
- Alimentação e bebidas deve aumentar 0,85% em junho; alimentação no domicílio avançaria 0,98%.
- Preços administrados devem subir 0,19% em junho, com energia elétrica residencial em alta de 1,60% e gasolina caindo 0,85%.
- Serviços devem crescer 0,27% no mês, puxados pela queda de passagens aéreas (−2,00%) e menor avanço em serviços intensivos em mão de obra (0,41%); núcleo de serviços fica em 0,40%.
- Bens industriais avançam 0,12% em junho, com deflação em etanol, automóveis usados e eletrodomésticos; projeção para 12 meses fica em 4,71%, e a inflação de fim de 2026 é estimada em 5,1% com riscos externos.
O IPCA-15 de junho deve subir 0,33%, segundo o Daycoval. O indicador funciona como prévia da inflação oficial do país e será divulgado nesta quinta-feira, 25 de junho. A leitura aponta desaceleração frente a maio, quando houve alta de 0,62%.
A alimentação e bebidas deve avançar 0,85% em junho, ante 1,38% em maio. A alimentação no domicílio pode subir 0,98%, menor que os 1,74% de maio. O grupo continua sendo um vetor relevante para a inflação no curto prazo, porém com menor intensidade.
Nos preços administrados, a projeção aponta alta de 0,19% em junho, frente 0,43% em maio. Energia elétrica residencial deve subir 1,60% em junho, ante 2,16% em maio. A gasolina pode recuar 0,85%, após queda de 1,32% em maio.
Mesmo com a desaceleração, a energia elétrica permanece como destacada contribuição ao índice. O acumulado de 12 meses aponta alta de 8,39% para esse item em junho, segundo o Daycoval.
Serviços devem perder força, com alta de 0,27% em junho, frente 0,48% em maio. A queda de passagens aéreas ajuda, com expectativa de -2,00% em junho, após +3,25% em maio. Serviços intensivos em trabalho devem avançar 0,41%.
O núcleo de serviços, acompanhado pelo Banco Central, deve subir 0,40% em junho, menor que maio (0,53%). Em 12 meses, esse núcleo fica em 5,38%, estável ante 5,41% de maio, mantendo pressão relevante para a política monetária.
Bens industriais devem avançar 0,12% em junho, ante 0,27% em maio. Desaceleração ocorre com deflação de etanol, automóveis usados e eletrodomésticos, além de alta menor em vestuário. Vestuário sobe 0,35%; artigos de residência, 0,06%.
Para 2026, a projeção é de inflação de 5,1%, com viés de alta. Principais riscos: conflito no Oriente Médio e possibilidade de El Niño no segundo semestre. O cenário reforça cautela para a política monetária.
O IPCA-15 acumulado em 12 meses deve chegar a 4,71% em junho, segundo o Daycoval, ante 4,64% em maio. A leitura sugere espaço para ajustes na condução da política econômica conforme evolução dos componentes.
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