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YouTube evita julgamento online com pagamento de indenização

YouTube evita julgamento nos EUA ao selar acordo confidencial em processo sobre vício de algoritmos, ampliando pressão regulatória sobre plataformas

YouTube evita julgamento nas redes sociais com pagamento de indenização
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  • YouTube fechou um acordo de última hora, evitando o julgamento previsto na Califórnia sobre suposto vício digital entre jovens.
  • O acordo ocorreu pouco mais de um mês antes do início do processo; os termos financeiros permanecem confidenciais, mas há expectativa de valores elevados.
  • O caso envolve várias plataformas, incluindo Instagram, Facebook, TikTok e Snap, além do YouTube, com acusações de táticas algorítmicas que supostamente vicariam usuários jovens e prejudicariam a saúde mental.
  • TikTok e Snap também optaram por acordos confidenciais próximo ao início do processo; a Meta já teve decisão semelhante em outro caso, com multa de US$ 375 milhões no Novo México.
  • A presença de lideranças como o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, é esperada em possíveis testemunhos; o Google afirmou que trabalha para oferecer experiências online mais seguras e controles parentais.

O YouTube fechou um acordo de última hora para evitar um julgamento na Califórnia, nos EUA, segundo o Deadline. A ação envolvia um adolescente da Flórida que acusava plataformas de engajamento viciante e impactos na saúde mental dos jovens.

A decisão ocorreu pouco antes do início do processo, que deveria revelar as táticas algorítmicas usadas para prender a atenção de menores. Além do YouTube, o caso citava Instagram, Facebook, TikTok e Snap como alvos do litígio.

Fontes próximas ao caso afirmam que o acordo em princípio indica a desistência de levar o caso a júri. A negociação, cujo montante financeiro permanece sigiloso, é acompanhada de perto por investidores e reguladores.

Acordo e impactos

O episódio acontece em meio a pressão crescente sobre as grandes plataformas para responsabilizar-se pelos efeitos de suas tecnologias. Caso semelhante envolvendo a Meta já resultou em indenização de US$ 6 milhões em outra ação, que ainda tramita em recursos.

O processo, movido por advogados que defendem a proteção de menores, busca esclarecer a suposta abordagem algorítmica viciante das redes sociais. A defesa sustenta que as empresas trabalham para oferecer experiências seguras e adequadas à idade.

Entre os envolvidos na esfera jurídica, TikTok e Snap optaram por acordos confidenciais à véspera do início do processo, em fevereiro. A audiência aguardada poderia ter trazido depoimentos de executivos-chave, incluindo o CEO da Meta, caso chamado a testemunhar.

Representantes legais afirmam que as plataformas investiram anos para viciar usuários jovens com recursos como rolagem infinita. A aposta principal é a necessidade de priorizar a segurança dos jovens usuários frente aos lucros.

O Google, responsável pelo YouTube, disse que o assunto foi resolvido de forma amigável. Em comunicado, a empresa destacou o compromisso com experiências online mais seguras e controles parentais que acompanham a promessa de uso adequado.

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