- O presidente de Acciona, José Manuel Entrecanales, disse que é extremamente improvável vender 100% da Acciona Energía e sinalizou openness a uma fusão com outro participante do setor; investidores como Brookfield e KKR foram contatados e devem apresentar ofertas até agosto.
- A empresa avalia várias possibilidades para Acciona Energía, incluindo fusão com a matriz, venda de pacote maioritário ou minoritário, ou continuidade como filial cotizada sob controle da Acciona; reforça que a energia renovável continua no núcleo do negócio.
- Em dividendos, ficou decidido pagar € 5,65 por ação neste ano, incremento de 7,6% em relação a 2025; o guidance para 2026 aponta EBITDA entre € 2,8 bilhões e € 3,1 bilhões, com cerca de € 1,2 bilhão vindo da Acciona Energía.
- Na renovável, Acciona já vendeu ativos desde 2024 (2.625 MW) por € 3,2 bilhões, com cerca de € 900 milhões de lucro; novas operações acima de 1,5 GW devem render aproximadamente € 1,1 bilhão.
- A gestão vê crescimento em infraestruturas, com foco em armazenamento, repotenciação de ativos maduros e fornecimento a centros de dados; hoje Acciona gerencia 24 ativos de concessões em oito países, com investimentos superiores a € 30 bilhões.
Entrecanales admite a possibilidade de fusão com outro jogador do setor, mas afirma que é altamente improvável vender 100% da Acciona Energía. O presidente da Acciona, José Manuel Entrecanales, sinalizou essa posição após a assembleia de acionistas.
A direção externa da empresa, com assessoria de Citi e Goldman Sachs, mantém em aberto várias possibilidades para Acciona Energía, incluindo fusão com a matriz ou venda de participação, total ou parcial. A decisão final pode contemplar ainda a continuidade da operação atual da subsidiária cotada.
Fusão ou venda em análise
Entrecamales explicou que a empresa avalia, entre outras opções, a fusão da Acciona Energía com a controladora, o que exigiria exclusão da cotação da renovável, a venda de um pacote de ações ou a integração com outro ator do mercado. Várias instituições, nacionais e internacionais, já contactaram a Acciona em busca de oportunidades antes de agosto.
Brookfield e KKR aparecem entre os potenciais interessados, segundo o CEO. O executivo enfatizou a vocação da companhia em liderar projetos de renováveis, destacando que a Acciona é um operador industrial, não um holding financeiro. A empresa caminha para manter-se como referência em energias, infraestrutura e concessões, com foco em cinco continentes.
Resultados e estratégia financeira
Entrecanales reiterou confiança na execução das previsões para 2026, incluindo o pagamento de um dividendo de 5,65 euros por ação, incremento de 7,6% em relação a 2025. A meta de EBITDA para 2026 fica entre 2,8 bilhões e 3,1 bilhões de euros, com cerca de 1,2 bilhão de euros esperado de Acciona Energía.
A assembleia aprovou a reeleição de três conselheiros. A empresa destacou resultados recentes de renováveis, incluindo a venda de ativos desde 2024 por 3,2 bilhões de euros e ganhos de aproximadamente 900 milhões. Novas operações de desinvestimento totalizariam mais de 1,5 GW de capacidade.
Perspectivas de crescimento
A gestão aponta avanços em armazenamento de energia, reposicionamento de ativos maduros e fornecimento a centros de dados. A diretoria reforçou a posição de Acciona em grandes concessões, com contratos em andamento em oito países e ativos avaliados em mais de 30 bilhões de euros.
Entrecanales reforçou a ideia de que a demanda por infraestrutura tende a crescer, com grandes volumes de investimento previstos. Segundo PwC, o setor pode passar de cerca de 4 trilhões para perto de 7 trilhões de dólares anuais até 2050, com participação relevante de energia, transporte e água.
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