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Sumatra: combate a armadilhas salva elefantes, ursos e tigre

Crackdown em jares em Sumatra resulta em resgates de tigre fêmea, urso malayo e elefante bebê; novas responsabilizações criminais passam a valer para espécies protegidas

A Sumatran tiger, estimated to be 11 months old, was caught in a snare in Rao Utara district, Pasaman Regency, May 21, 2026.
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  • Autoridades de Sumatra reforçam proibição de armadilhas (jerats) e responsabilizam criminalmente quem capturar espécies protegidas, após resgate de um filhote de tigre de 11 meses.
  • A ação ocorreu após a descoberta de um tigre Sumatrae preso em uma armadinha para javalis na aldeia Pasaman, na região oeste de Sumatra.
  • Desde o fim de maio, a BKSDA de Sumatra ocidental tem orientado o público a derrubar armadilhas existentes, sob risco de responsabilização, conforme emenda legal de 2024.
  • Em meados de junho, também foram resgatados, em circunstâncias semelhantes, um urso-pardo-malaio (sun bear) e um filhote de elefante, ambos feridos por armadilhas.
  • Organismos de conservação destacam que armadilhas são uma ameaça severa aos oponentes da fauna local e reforçam operações de fiscalização para confiscar armadilhas ilegais.

A nova orientação sobre jerdas para javalis levou autoridades de Sumatra a reforçar fiscalização após o resgate recente de um filhote de tigre feminino de 11 meses. A atuação ocorreu no contexto de alertas para evitar armadilhas que atingem animais protegidos.

Em Padang Mantiggi Utara, Pasaman, ocorrem ações de resgate desde 21 de maio, quando a BKSDA West Sumatra recebeu a denúncia de uma tigresa presa em uma jaça. A equipe encontrou a jovem felina com laços ao redor do pescoço, tronco e pata dianteira direita, em várias voltas.

Aos poucos, a tigre foi sedada e transferida para um centro de manejo da própria BKSDA. A ação acendeu o debate sobre o uso de armadilhas, cuja prática, ainda que permitida para javalis, pode gerar responsabilidade criminal se envolver espécies protegidas.

Medidas e desdobramentos recentes

Desde o fim de maio, a supervisão ambiental em Sumatra detalhou novas orientações legais: armadilhas voltadas a javalis não são proibidas, mas a captura de animais protegidos pode implicar responsabilização criminal. A norma segue a emenda de 2024 à lei de conservação.

Entre junho, equipes resgataram também um urso-sun Malayo e um filhote de elefante em outra região, ambos feridos por armadilhas. Os animais receberam atendimento e traslado para centros de recuperação, com participação de vigilância ambiental local.

Contexto e balanço regional

Estudos indicam que, entre 2008 e 2023, houve dezenas de incidentes envolvendo tigres capturados por armadilhas na Aceh e no norte de Sumatra. Pesquisadores destacam que lesões graves reduzem a capacidade de sobrevivência no habitat, elevando conflitos com humanos.

As autoridades ressaltam que as armadilhas são de fácil construção e baixo custo, o que dificulta o combate. Fiscalização conjunta entre BKSDA, ONGs e veterinários visa ampliar patrulhas e confiscar armadilhas ilegais.

Perspectivas de conservação

Especialistas defendem atuação integrada para reduzir conflitos entre humanos e felinos. A situação revela a fragilidade do mosaico de habitats na região e os impactos da expansão agrícola sobre as rotas de migração.

A BKSDA reiterou o compromisso de operações contínuas, com foco na proteção de tigers e outras espécies vulneráveis, por meio de monitoramento, fiscalização e ações rápidas de resgate.

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