- IPCA-15 de junho ficou em 0,41%, e a inflação em 12 meses chegou a 4,80%, com alimentação e bebidas e habitação puxando o índice.
- Entre os itens que mais pressionaram, energia elétrica residencial subiu 2,04% (maior impacto), seguido por batata-inglesa, passagem aérea, tomate e feijão; etanol, café moído e gasolina, recuaram.
- A queda mensal veio principalmente da alimentação no domicílio (de 1,73% para 0,87%) e de habitação (de 1,03% para 0,72%).
- A divulgação do IPCA-15 seguinte está marcada para 28 de julho.
- Nos EUA, o PCE de maio deve ficar longe da meta do Federal Reserve; o PCE cheio subiu 0,4% em abril, 3,8% na variação anual, e o núcleo subiu 0,2% na mensal, 3,3% a.m. Se confirmado, reforça a leitura de inflação persistente e a necessidade de juros elevados por mais tempo; a primeira leitura do PIB do 1º trimestre de 2026 aponta crescimento em torno de 2% anualizado.
O IPCA-15 de junho desacelerou para 0,41%, segundo o IBGE, ante 0,62% em maio. A inflação em 12 meses ficou em 4,80%, acima dos 4,64% de maio. Alimentação e Habitação foram os principais motores do índice mensal, respondendo por cerca de dois terços do resultado.
Entre os itens que mais pressionaram, destacam-se a energia elétrica residencial, com alta de 2,04%, e a batata-inglesa (29,42%). Passagens aéreas, tomate, feijão e energia contribuíram de forma relevante, enquanto etanol, café e seguro veicular recuaram, ajudando a conter o índice.
O recuo da alimentação no domicílio, de 1,73% em maio para 0,87% em junho, e a redução na Habitação, de 1,03% para 0,72%, contribuíram para a desaceleração. O grupo Saúde teve alta de 0,35% com reajuste de planos autorizado pela ANS. A divulgação seguinte fica para 28 de julho.
PCE de maio dos EUA: inflação distante da meta
O BEA divulga hoje, às 9h30 (Brasília), o PCE de maio, incluindo renda e gastos pessoais. O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, é o foco do Fed para a política monetária.
Em abril, o PCE completo subiu 0,4% e chegou a 3,8% em 12 meses, acima da meta de 2%. O núcleo avançou 0,2% no mês e 3,3% em 12 meses. O mercado esperava 0,3% no núcleo e 3,9% no total.
Para maio, a mediana das projeções aponta estabilidade em torno de 3,8% no PCE cheio e 3,3% no núcleo, com variação mensal do núcleo próxima de 0,2%. Os números podem reforçar a percepção de inflação persistente.
PIB dos EUA no 1º trimestre de 2026
Ainda hoje, o BEA apresenta uma nova leitura do PIB referente ao 1º trimestre de 2026. A primeira estimativa, de abril, indicou crescimento de 2% (taxa anualizada), abaixo do consenso de 2,2%.
O desempenho inicial foi impulsionado por investimentos, exportações, consumo e gastos do governo. O resultado indica demanda firme na maior economia, ainda que com inflação acima da meta e juros elevados.
A divulgação do PIB pode influenciar a percepção sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve, que mantém a atual faixa de 3,50% a 3,75%.
Panorama para investidores
Dados do IPCA-15 sinalizam moderação doméstica, com efeitos de itens voláteis. No front dos EUA, PCE e PIB colocam oFed em posição de manter financiamento mais restrito até confirmar sinais consistentes de arrefecimento inflacionário. As próximas leituras devem orientar ajustes de portfólios e expectativas de juros.
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