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IPCA-15 desacelera para 0,41% em junho e fica abaixo das projeções

IPCA‑15 desacelera para 0,41% em junho, abaixo das projeções, com alta de 4,80% em 12 meses, aponta o IBGE

Clientes fazem compras em supermercado de São Paulo
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  • O IPCA-15 desacelerou para 0,41% em junho, ante 0,62% em maio, conforme o IBGE.
  • O mercado esperava alta de 0,44% para junho, segundo a mediana das projeções da Bloomberg.
  • Acúmulo de 12 meses ficou em 4,80% até junho, acima de 4,64% em maio.
  • O resultado indica distância do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo Banco Central.
  • A coleta do IPCA-15 abrange 16 de maio a 16 de junho; o IPCA de junho completo será divulgado em 10 de julho.

O IPCA-15 desacelerou para 0,41% em junho, conforme dados do IBGE. A leitura demonstra arrefecimento da inflação no mês, após 0,62% registrado em maio. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira.

Analistas do mercado estimaram 0,44% para junho, segundo a mediana das projeções compiladas pela Bloomberg. As estimativas variaram entre 0,35% e 0,52%.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 chegou a 4,80% até junho, ante 4,64% até maio. O resultado mantém o indicador acima de 4,5%, teto da meta anual perseguida pelo BC.

O IPCA-15 sinaliza tendência para o IPCA, embora com diferenças metodológicas. A coleta do IPCA-15 ocorre entre a segunda metade do mês anterior e a primeira do mês de referência; no caso de junho, 16 de maio a 16 de junho.

O IPCA, indicador oficial, será divulgado pelo IBGE em 10 de julho. A divulgação antecipada do IPCA-15 ajuda a moldar expectativas, mas não substitui o dado final mensal.

Contexto e cenário

A leitura de junho aparece em meio a revisões para cima das projeções de inflação. OBoletim Focus aponta variação acima do teto da meta para 12 meses encerrados em dezembro, refletindo pressões de petróleo, alimentos e clima.

A alta recente de combustíveis acompanha a volatilidade internacional do petróleo. Além disso, o desempenho de alimentos tem sido um fator de pressão, com impactos observados nos últimos meses.

A expectativa de futuras medidas do governo e do Banco Central permanece incerta. O BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual na semana passada, para 14,25% ao ano, mantendo orientação de monitoramento.

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