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IPCA-15 fica abaixo do esperado, reforçando desaceleração da inflação

IPCA-15 sobe 0,41% em junho, abaixo do esperado, fortalecendo leitura de desaceleração da inflação; núcleo e alimentos mostram dinamismo mais fraco, mas riscos persistem

IPCA / Divulgação
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  • IPCA-15 avançou 0,41% em junho, ante 0,62% em maio, segundo o IBGE, indicando desaceleração da inflação; acumulado de 3,45% no primeiro semestre e 4,80% em 12 meses.
  • Economista da Genial Investimentos, Gabriel Pestana, diz que o resultado veio acima do esperado pelo mercado, reforçando a visão de desaceleração nos próximos meses, especialmente em alimentação e serviços.
  • Inflação de alimentação no domicílio subiu 0,87% (surpreendendo pela menor alta), impulsionada por carne bovina e tubérculos; café e arroz também tiveram desempenho mais favorável.
  • Setor de serviços apresentou leitura positiva, com núcleo de serviços abaixo das expectativas; itens como alimentação fora do domicílio contribuíram para a leitura.
  • Preços administrados ficaram ligeiramente acima do esperado, puxados por energia elétrica e transporte urbano; Pestana destaca que isso não compromete a avaliação geral, mas há riscos, como pressão de núcleos sensíveis à demanda e possível impacto de câmbio e El Niño. Genial mantém previsão de interrupção dos cortes da Selic na próxima reunião do Copom, encerrando o ano em 14,25%.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, aumentou 0,41% em junho, conforme o IBGE. O índice desacelerou frente a maio, quando houve alta de 0,62%. No acumulado do ano, o indicador registra alta de 3,45%, e, em 12 meses, de 4,80%.

A leitura foi recebida com nota de otimismo pela Genial Investimentos. O economista-sênior Gabriel Pestana entende que o resultado ficou acima do esperado pelo mercado, mas sinaliza desaceleração nos próximos meses, principalmente nos itens de alimentação e serviços.

Em relação aos componentes, a inflação da alimentação no domicílio ficou em 0,87% em junho, menor do que o projetado pela Genial. Carne bovina e tubérculos puxaram a surpresa negativa para baixo, com arroz e café também contribuindo para o arrefecimento.

O setor de serviços mostrou leitura positiva, com o núcleo abaixo das estimativas do instituto de análise. Alimentação fora do domicílio teve peso relevante na sua composição, refletindo demanda e custos da economia. Bens industriais ficou próximo do esperado.

Os preços administrados subiram um pouco acima das projeções, puxados por energia elétrica e transporte urbano. Pestana afirma que esse avanço não compromete a tendência geral de desaceleração, ainda que indique sensibilidade a choques setoriais.

Desempenho e riscos

Apesar do viés de baixa, o economista aponta riscos que ainda pairam sobre a inflação. Núcleos mais sensíveis à demanda seguem pressionados pela força do mercado de trabalho. Desvalorização adicional do câmbio pode dificultar a desaceleração.

O El Niño permanece como fator potencial de pressão sobre preços nos próximos meses, segundo a análise. Diante desse cenário, a Genial mantém a visão para a política monetária no curto prazo.

A instituição projeta a interrupção do ciclo de cortes da taxa Selic na próxima reunião do Copom, com a taxa encerrando o ano em 14,25%. O cenário depende de evolução de inflação e de choques externos.

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