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Nath Finanças afirma que apostas pertencem ao mercado da desgraça alheia

Influenciadora Nath Finanças sustenta que apostas esportivas geram vício e dano econômico, apontando endividamento generalizado e custos para políticas públicas

Nathália Rodrigues de Oliveira, conhecida como Nath Finanças, empresária e educadora financeira
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  • Nath Finanças, empresária e educadora financeira com quase 960 mil seguidores, critica as apostas esportivas como parte de um “mercado da desgraça alheia” e relata casos de familiares que perderam tudo.
  • Ela afirma que o vício gerado pelas bets impacta pessoas de todas as classes sociais e que há custos públicos decorrentes, incluindo ações do SUS.
  • A empresária defende bloquear apostas no celular por períodos determinados, mas diz que a medida transfere a responsabilidade para o indivíduo e cobra atuação maior sobre propaganda e autorização para operar.
  • Em sua empresa Nath Play, com 30 funcionários, foi adotada a escala 4×3 há um ano, resultado em maior produtividade e melhor qualidade de vida; ela é contrária à escala 6×1.
  • A Câmara dos Deputados já aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que trata do tema, e o debate segue para o Senado, com mobilização pública para manter a pauta.

A empresária e influenciadora Nathália Rodrigues, a Nath Finanças, tem quase 1 milhão de seguidores no Instagram e atua como educadora financeira. Ela afirma que apostas esportivas compõem o que chama de mercado da desgraça alheia, citando casos de famílias que perderam tudo.

Nath avalia que o problema não é apenas o cidadão, mas a propaganda e a permissão para as plataformas operarem. Ela destaca a responsabilidade das instituições e critica medidas que apenas transferem a culpa para o usuário.

A CEO da edtech Nath Play afirma ter adotado a escala de trabalho 4×3 em sua empresa, após meses de adaptação. A mudança, segundo ela, elevou a produtividade e melhorou a qualidade de vida dos funcionários.

Para a empresária, manter a escala 6×1 seria prejudicial. Ela descreve um modelo com rodízio entre sexta-feira para não haver perda de eficiência, mantendo oito horas diárias de trabalho.

Nath Finanças diz que, embora a prática seja legal, a ética envolve o equilíbrio entre criadores de conteúdo, marcas e público. Ela recebeu uma proposta de cerca de R$ 2 milhões para divulgar bets, porém recusou.

Ela ressalta que muitos influenciadores com menos seguidores promovem apostas para sustento financeiro, mesmo entendendo o caráter moralmente controverso da prática. Segundo ela, a legislação está em conformidade com o acordado pelo presidente.

A empresária defende o fim da escala 6×1 e reconhece avanços no debate público. Em relação ao Senado, afirma que a Câmara aprovou a PEC graças à pressão popular, e que a continuidade depende da mobilização pública.

No contexto da saúde pública, Nath cita o SUS como exemplo de uso de recursos para lidar com o vício em apostas. Ela afirma que o problema transcende classes sociais, atingindo diferentes camadas da população.

O tema das apostas esportivas volta a ganhar espaço na conjuntura política. Segundo Nath Finanças, é necessário ampliar o debate para além das plataformas, envolvendo ações públicas e políticas de prevenção ao vício.

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