- Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 169 bilhões por ano, mas a cadeia logística ainda apresenta gargalos e perdas.
- Variações de temperatura e umidade em viagens transoceânicas geram condensação interna, conhecida como “chuva de contêiner”, que pode danificar cargas.
- A umidade aliada à temperatura amplia riscos como mofo, oxidação de tampas e amolecimento de embalagens, levando a descarte sanitário nos portos de destino.
- Empresas do setor vêm adotando monitoramento de temperatura e umidade, com relatos de redução de descarte e perdas logísticas já no primeiro mês.
- Nova linha de soluções de umidade combina indicadores visuais e barreiras/absorção para controlar a condensação e aumentar a previsibilidade da cadeia logística.
Durante viagens transoceânicas de semanas, cargas enfrentam variações climáticas extremas. Esse choque térmico gera o que exportadores chamam de chuva de contêiner, ou condensação interna. O fenômeno pode reduzir perdas e melhorar o controle de qualidade.
Dados do MAPA apontam que o agronegócio brasileiro move cerca de 169 bilhões de dólares por ano em exportações. Mesmo assim, o desperdício na cadeia logística é um gargalo crônico, segundo a FAO, com cerca de 13% dos alimentos perdidos entre a colheita e o varejo.
A condensação ocorre quando a umidade evapora do alimento, do pallet ou da embalagem e entra em contato com as paredes frias do contêiner, gerando mofo, oxidação e danos à embalagem. Esses problemas elevam o descarte nos portos de destino.
Para exportadores, o controle preventivo dessas variáveis significa retorno financeiro e manutenção da qualidade até o destino. Em clientes da AHM Solution, houve redução das perdas já no primeiro mês após adoção de dispositivos de monitoramento.
A logística de exportação exige precisão quase laboratorial para garantir que o alimento chegue ao destino com a mesma integridade de origem. A afirmação é do presidente da AHM Solution, que destaca a reputação de marca e a segurança alimentar global.
A oscilação de temperatura é o risco mais conhecido, mas a umidade é fundamental para fretes longos. Em viagens de semanas, a variação climática pode provocar a chuva de contêiner, com impactos na carga.
A prática de monitoramento funciona como uma caixa-preta do transporte marítimo e rodoviário. AHM Solution oferece dispositivos de baixo custo e uso simples, segundo o executivo, para democratizar a segurança logística.
Entre as soluções citadas pela empresa estão o monitoramento de excursão térmica com dispositivos como WarmMark e Cold Chain Complete, que verificam exposição a temperaturas acima do limite e o tempo de exposição.
Ferramentas como ColdMark e FreezeSafe protegem itens sensíveis ao frio extremo, evitando danos por congelamento não intencional. Já o ShockWatch atende a demanda de frutos do mar com indicadores visuais.
Rastreabilidade contínua é assegurada por equipamentos que geram relatórios detalhados para auditorias e conformidade com normas internacionais. Esses sistemas ajudam a reduzir perdas ao longo da cadeia.
Novas soluções de umidade estão sendo desenvolvidas para atender demandas severas do agronegócio. A linha auxilia no monitoramento e no controle da atmosfera interna de embalagens e contêineres.
Os cartões indicadores de umidade, que mudam de cor, passam a ser complementados por barreiras físicas e absorventes que contêm a condensação antes que danifique a carga.
Essa evolução busca oferecer previsibilidade total aos exportadores. O objetivo é que dados de ponta a ponta orientem decisões logísticas, desde o campo até o destino final da carga.
A AHM Solution atua como parceira tecnológica na proteção de cargas e pessoas na cadeia logística. A empresa atende grandes indústrias e operadoras, buscando eliminar avarias desde o armazenamento até o transporte internacional.
O time ressalta que a temperatura é essencial, mas o monitoramento da umidade completa a proteção de produtos alimentícios, químicos e biotecnológicos durante a exportação.
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