- O dólar caiu 0,20% nesta sexta-feira e fechou em R$ 5,1676, com a semana encerrando praticamente estável, alta marginal de 0,05%.
- Em junho, a moeda avançou 2,47% frente ao real; no ano, as perdas chegam a 5,86%.
- O Banco Central atuou com venda de US$ 1 bilhão à vista e compra de 20 mil contratos de swap cambial reverso.
- O Brent para setembro recuou para US$ 72,60 o barril, acumulando quase dez por cento de desvalorização na semana, sustentando o cenário de petróleo em queda.
- Analistas indicam que o dólar deve permanecer próximo de R$ 5,20 e que o viés depende de dados americanas, como payroll e CPI; o DXY operava próximo de 101,0 pontos.
O dólar recuou 0,20% nesta sexta-feira e fechou a sessão em 5,1676 reais. A moeda tropeçou em R$ 5,1563 pela manhã, antes de reduzir a queda no fim do dia. O desempenho encerrou a semana com leve valorização de 0,05%.
Em junho, o dólar subiu 2,47% frente ao real, após alta de 1,82% no mês anterior. O movimento reforça o tom de ajuste após a queda vista no começo do segundo trimestre.
A semana ficou marcada pela atuação do Banco Central, com venda à vista de US$ 1 bilhão e a venda de 20 mil contratos de swap cambial reverso, o que equivale à compra de dólar futuro. A medida visa evitar distorções pontuais.
Movimento externo e política monetária
O ambiente externo apresentou sinal de baixa para o dólar, alinhado a uma recente liquidez favorável a divisas emergentes. A continuidade do recuo no petróleo ajudou a reduzir pressões inflacionárias, diminuindo, assim, a inclinação de alta de juros nos EUA.
O Brent caiu 3,84% hoje, para US$ 72,60 o barril, acumulando quase 10% de desvalorização na semana. O recuo do petróleo contribui para a percepção de menor viés de alta nas Treasuries.
Analistas ressaltam que a dinâmica de preço do petróleo e do dólar no exterior ameniza a pressão sobre o real. A avaliação é de que o real encontra suporte, mas não há espaço para grande apreciação imediata frente à moeda norte-americana.
Perspectivas e ambiente local
Segundo especialistas, os chamados casadões do BC atuaram de forma preventiva, buscando evitar estresse típico de fim de semestre. As operações ajudam a manter a liquidez e reduzir volatilidade cambial.
O índice DXY, referência do dólar frente a seis moedas fortes, ficou em torno de 101,04 pontos no fim do dia, após mínima na manhã. O Dollar Index encerra a semana com ganho de 2,40% e a variação mensal fica positiva.
Economistas do Itaú reajustaram as projeções cambiais, elevando a estimativa para 2026 de R$ 5,15 para R$ 5,30 e para 2027 de R$ 5,35 para R$ 5,50. A instituição aponta fatores externos mais fortes e deterioração dos termos de troca pela queda do petróleo como justificativa.
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