- O franchising já atua em cerca de 70% dos municípios brasileiros, em torno de 3.900 cidades, segundo a ABF.
- Linhas de negócios de conveniência impulsionam o crescimento, com destaque para mercados autônomos em condomínios, lavanderias e cafeterias.
- O setor é visto como resiliente mesmo com juros elevados, oferecendo modelos testados e transferência de conhecimento aos novos empreendedores.
- Perfil dos interessados na feira: 66% querem conhecer o sistema, 27% pretendem abrir negócio e 20% planejam ampliar investimentos, com maioria até 300 mil reais.
- Público é majoritariamente composto por Millennials e Gen Z (cerca de 65%), e alimentação lidera os expositores (22%), seguido por saúde, beleza e bem‑estar (14%).
A expansão do franchising brasileiro ganha fôlego mesmo com juros elevados. Um estudo da ABF aponta que o setor já atua em cerca de 70% dos municípios, o equivalente a aproximadamente 3.900 cidades, fortalecendo um modelo de negócios presente no dia a dia do consumidor.
Durante coletiva, o vice-presidente da ABF, Décio Casarejos Pecin Junio, destacou a maturidade do sistema e a capacidade de crescer em cenários desafiadores. Ele enfatizou a transferência de conhecimento como pilar para quem busca empreender.
Para Pecin, a principal vantagem das franquias é a estrutura de apoio que facilita a entrada de novos empresários, inclusive sem experiência prévia em gestão. O modelo, segundo ele, reduz barreiras e aumenta a confiabilidade do investidor.
As tendências apontadas pela ABF apontam para o crescimento de negócios de conveniência, com destaque para mercados autônomos em condomínios e edifícios comerciais. A economia do tempo influencia a escolha do consumidor.
Outro segmento em expansão são lavanderias, associadas à redução de áreas de serviço em imóveis e à menor disponibilidade de serviços domésticos. Cafeterias foram citadas entre formatos em ascensão.
Perfil dos investidores
O presidente da ABF, Tom Moreira Leite, apresentou dados sobre o público da feira do setor. Em edição anterior, 66% buscavam entender o sistema de franquias, 27% pretendiam abrir um negócio e 20% planejaram ampliar investimentos.
Quanto ao valor disponível, 61% afirmaram ter até R$ 300 mil para investir, e 25% revelaram disponibilidade de recursos superiores. Em relação ao timing, 32% planejam investir em até seis meses, 30% entre seis meses e um ano, e 27% entre um e dois anos.
A pesquisa mostra renovação no perfil dos interessados, com millennials e geração Z somando cerca de 65% do público. A mudança acompanha a evolução dos modelos de negócios oferecidos pelas redes.
Na edição atual, alimentação lidera entre os expositores, com 22% das marcas, seguida por saúde, beleza e bem-estar, com 14%. Também aparecem negócios de economia circular, moda de segunda mão e serviços especializados.
Novos formatos surgem a partir de mudanças no comportamento dos consumidores, incluindo franquias voltadas à lavagem de capacetes, impulsionadas pelo crescimento das entregas.
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