- Idec alerta que a Copa do Mundo aumenta a exposição da população à publicidade de apostas online, com impactos em consumidores vulneráveis.
- Desde 9 de junho, brasileiros gastaram cerca de R$ 530,21 milhões em casas de apostas, e a média por apostador subiu de R$ 188 para R$ 242.
- Softswiss prevê pelo menos 50% de crescimento no volume global de apostas em relação à Copa de 2022, chegando a até US$ 52 bilhões.
- A participação brasileira no volume global pode chegar a aproximadamente 10%, com potencial de crescer se a seleção avançar nas fases decisivas.
- Idec defende que as regras de publicidade são insuficientes, cobra avaliação de constitucionalidade das leis e propone educação financeira, limites e monitoramento para reduzir danos.
Na Copa do Mundo, a exposição da população à publicidade de apostas online aumenta, alertam especialistas. O Idec aponta que eventos esportivos de alta emoção ampliam a atuação de casas de apostas, atingindo tanto apostadores habituais quanto consumidores casuais e grupos em situação de vulnerabilidade.
A Softswiss, fornecedora de tecnologia para plataformas de jogos online, publicou estudo que indica potencial de crescimento. A pesquisa estima que a edição atual da Copa pode elevar o volume global de apostas em pelo menos 50% em relação a 2022, com movimentação financeira prevista entre US$ 35 bilhões e US$ 52 bilhões.
A Federação Internacional de Futebol ampliou o formato do torneio para 48 equipes e 104 jogos em 2026, o que pode aumentar o interesse de apostadores no Brasil, estimando-se que o país responda por cerca de 10% do volume mundial. O Placar das Bets aponta que, desde 9 de junho, os brasileiros já investiram cerca de R$ 530,21 milhões em casas de apostas.
Implicações econômicas e sociais
O Placar das Bets mostra aumento médio de gasto por apostador: de R$ 188 até o início da competição para R$ 242 na quinta-feira, 25, mantendo ritmo de crescimento. O Idec afirma que isso não é sinal de ganho econômico, mas de impactos negativos potenciais para consumidores.
Doutor Ahmed El Khatib, professor da Unifesp, explica que a ligação emocional com o futebol facilita a proliferação de apostas, com partidas gerando inúmeras possibilidades de aposta e estimulando o uso de smartphones para apostar a qualquer momento. O especialista ressalta que o jogo é de azar, não de sorte, o que pode levar a endividamento e deslocamento de renda.
A CNC aponta que a inadimplência dos consumidores ligada a gastos com jogos e apostas impactou o comércio varejista entre janeiro e março de 2023. O debate envolve a necessidade de moldar um ambiente regulado que reduza danos, especialmente entre grupos vulneráveis, sem banir o setor.
Medidas e evidências
Especialistas defendem educação financeira contínua, limites de apostas, regras mais rígidas de publicidade e maior transparência sobre ganhos possíveis a curto e médio prazo. Sugerem monitoramento por inteligência artificial para identificar comportamentos de risco e suspensão automática de acesso.
Outra linha defendida é a criação de redes de apoio permanentes e maior clareza sobre os ganhos reais, para evitar promessas ilusórias. As propostas visam reduzir danos à saúde financeira e mental sem inviabilizar o setor, que já atrai investimentos e empregos.
A Agência Brasil buscou posicionamento da Abfs, mas não houve resposta até a publicação. Fontes consultadas incluem Idec, Softswiss, Klavi, CNC e docentes da Unifesp.
Observação: este texto reescreve o conteúdo fornecido de forma objetiva, sem opinião pessoal, mantendo informações verificáveis e sem uso de aspas duplas.
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