- Cabo Verde, com pouco mais de 600 mil habitantes, mira ser hub global de tecnologia na África, conectando África, Europa e Américas.
- O governo planeja digitalizar sessenta por cento dos serviços públicos até 2026 e mais de oitenta por cento até 2030 para reduzir burocracia e atrair negócios digitais.
- O TechPark CV, parque tecnológico apoiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, oferece infraestrutura para startups, capacitação e espaços de inovação.
- O país investe em cabos submarinos e fibra óptica para atuar como ponto de conexão de dados entre três continentes, explorando sua posição atlântica.
- Em dois mil e vinte e cinco, Cabo Verde e a Nigéria lançaram o Digital Africa Corridor, com treinamentos para mais de quinhentos estudantes em programação e IA, além de capacitar docentes e projetos locais; em março, o Web Summit anunciou a realização do Web Summit Spotlight no país em dezembro deste ano.
Cabo Verde, que celebrou uma classificação histórica na Copa do Mundo, mira agora consolidar-se como hub global de tecnologia na África. O país de pouco mais de 600 mil habitantes aposta na digitalização para ampliar sua influência econômica internacional.
A estratégia envolve ampliação da infraestrutura digital, apoio a startups e investimento em inteligência artificial. O objetivo oficial é digitalizar 60% dos serviços públicos até 2026 e mais de 80% até 2030, reduzindo burocracias e atraindo negócios digitais.
O TechPark CV simboliza essa aposta. O complexo tecnológico, apoiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, oferece espaços para startups, capacitação e iniciativas voltadas a empreendedores digitais.
Vínculos estratégicos e conectividade
Diferentemente de muitos vizinhos, Cabo Verde busca transformar a localização geográfica em ativo. Investimentos em cabos submarinos e fibra óptica visam posicionar o arquipélago como entroncamento entre África, Europa e Américas.
A ideia é atuar como ponto de conexão de dados entre os continentes, aproveitando a posição atlântica do país para facilitar fluxos digitais transcontinentais.
Fintechs, remessas e inclusão
A economia se beneficia da diáspora cabo-verdiana, cuja remessa é relevante para o país. Soluções digitais de pagamento e transferência surgem para ampliar inclusão financeira e facilitar transações internacionais.
Em 2025, Cabo Verde e Nigéria lançaram o Digital Africa Corridor, iniciativa voltada a fortalecer inovação, IA e formação de talentos digitais no continente.
Capacitação e programas
Entre os programas está o treinamento de mais de 500 estudantes em programação e IA, além da capacitação de professores e desenvolvimento de projetos locais, alinhados às metas de longo prazo do país.
Reconhecimento internacional
Em março, o Web Summit anunciou que fará a primeira edição africana em Cabo Verde, sob o formato Web Summit Spotlight, com realização prevista para dezembro. A escolha é vista como validação da estratégia de posicionar o país como porta de entrada para negócios de tecnologia na região.
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