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Como funcionam as câmaras acoradas que guardam joias, vinhos e arte dos ricos

Câmaras acorazadas em Madrid atendem à demanda de fortunas com dupla vigilância e acesso controlado, elevando custos e confidencialidade dos bens

Cámara acorazada del Centro de Valores, en Madrid.
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  • Centros de custódia de valores abriram em Madrid nos últimos meses, atendendo à demanda de serviços que bancos tradicionais deixaram.
  • A sede do Centro de Valores usa controle de acesso com leitura de impressão digital e espelho unidirecional, exigindo documentação e biometria para avançar pelas portas.
  • O local guarda vinho em sala dedicada, com temperatura estável em torno de 15 graus e umidade de 70%, com compartimentos desde 24 euros por mês.
  • As caixas vão desde itens simples até grandes espaços para bolsas de luxo ou obras de arte, com seguro de até 25.000 euros por compartimento; o conjunto ocupa mais de mil metros quadrados.
  • O acesso à câmara exige duas chaves, de duas empresas de segurança diferentes, para evitar acordos entre funcionários; a empresa também faz checagens de antecedentes antes de aceitar novos clientes e não atende políticos.

O Centro de Valores de Madrid abriu como opção de custódia de bens de alto valor, respondendo à demanda gerada pela saída de serviços de bancos tradicionais. A sede em Tetuán utiliza fachada escura e leitor de impressão digital para acessar o prédio, sinalizando um funcionamento diferenciado.

Dentro, uma câmara acorazada abriga itens como vinhos, obras de arte e joias, com controles de acesso rigorosos. Clientes têm dados biométricos cadastrados na primeira visita para percorrer as diversas portas, cada passagem só ocorrendo após o fechamento da anterior.

O espaço de vinhos conserva temperatura próxima a 15 graus e 70% de umidade, com compartimentos de valores desde 24 euros ao mês. A área de obras de arte e metais complementa a oferta de custódia sob seguro e supervisão constante.

Segurança e funcionamento

A área de armazenamento fica no piso térreo, acima de uma câmara protegida por muro separado, cortado por corredores. A abertura exige a cooperação de dois vigilantes, cada um ligado a empresas de segurança distintas.

Para abrir as caixas, entram em ação duas chaves: a mestra, do Centro de Valores, e a do cliente. Esse sistema evita uma única pessoa ter controle total sobre o conteúdo das caixas.

Tipos de boxes e custos

As caixas variam de modelos tradicionais a gabinetes com medidas equivalentes às de um relógio de pulso. Custos mensais vão de 21 a 240 euros, conforme o tamanho. Quem precisa, pode alugar meio armário ou armário inteiro, com alturas entre dois metros.

Alguns clientes guardam joias, relógios e peças de alta relojoaria, além de itens de moda de luxo. Todos os compartimentos contam com seguro de até 25 mil euros, independentemente do tamanho.

Política de clientes e controle de risco

A empresa realiza checagens prévias, incluindo verificação de antecedentes de potenciais clientes em bases de dados públicas, para evitar perfis com atuação criminosa. A norma também restringe a aceitação de políticos como clientes. A operação envolve vigilância contínua e registro de atividades para segurança do espaço.

Clientes relatam visitas pontuais para retirada de itens, com momentos organizados para eventos ou viagens. Em algumas situações, familiares acompanham o processo, sob supervisão, para manter a confidencialidade e a segurança.

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