- Daniella Marques Cosentino é coordenadora do programa econômico da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e integrou o Conselho de Administração do Banco Digimais entre fevereiro de 2024 e 8 de dezembro de 2025.
- Na terça-feira, 23 de junho, a Polícia Federal realizou buscas contra executivos do Digimais; Edir Macedo foi alvo de medidas de quebra de sigilo e indisponibilidade, mas Daniella não foi.
- O Digimais investiu cerca de R$ 600 milhões em carteiras de crédito vinculadas ao Banco Master; a PF aponta que a instituição mantinha créditos de origem duvidosa e captação acima do market, sugerindo gestão temerária ou fraudulenta.
- Daniella Marques já foi presidente da Caixa Econômica Federal na gestão de Jair Bolsonaro e, em 2022, ingressou no banco após a saída de Pedro Guimarães; em 2025, deixou a Legend Capital para coordenar a agenda econômica da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
- Em janeiro de 2025, houve tentativa de aquisição do Digimais pela Bluebank, intermediada por Maurício Quadrado, mas o Banco Central vetou; em dezembro de 2025, o Conselho do Digimais foi extinto e houve compra de cotas do Hermon FIDC-NP pela controladora.
Daniella Marques Cosentino, economista que coordena o programa econômico do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), integrou o Conselho de Administração do Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo. Ela atuou no órgão entre fevereiro de 2024 e 8 de dezembro de 2025.
A Digimais, alvo da Polícia Federal, participou de operações envolvendo o Banco Master. Em 23 de junho, a PF executou buscas contra executivos do banco e autorizou medidas de confisco de ativos de Macedo e demais investigados. Daniella não foi alvo direto.
Segundo apuração, o Digimais investiu cerca de R$ 600 milhões em créditos vinculados ao Banco Master, com operação de gestão de ativos sob questionamento. A PF aponta prática de origens duvidosas e captação elevada de recursos.
PF aponta indícios de manejo irregular
A PF afirma que houve manipulação de demonstrativos contábeis para ocultar a real situação financeira do Digimais, visando aparentar solvência para operações irregulares. O esquema é descrito como semelhante ao observado no Banco Master.
A investigação indica que a diretoria do Digimais replicou a prática de supervalorizar ativos, emitindo títulos com rentabilidade superior aos indicadores de mercado. Balanços teriam sido manipulados para enganar órgãos de controle.
Contexto financeiro da controladora
Auditoria associada ao balanço da controladora, a B.A. Empreendimentos e Participações, aponta aumento de ativos de R$ 785 milhões (2024) para R$ 1,8 bilhão (2025). Parte desse crescimento ocorreu no fim de 2025.
Em 8 de dezembro de 2025, o Conselho de Administração do Digimais foi extinto. O mandato de Daniella Marques, previsto até 20 de junho de 2026, deixou de avançar.
Em dezembro de 2025, a controladora comprou R$ 741 milhões em cotas do Hermon FIDC-NP do próprio Digimais. A auditoria aponta que a transação não reflete condições usuais de mercado, com pagamentos condicionados a aportes dos controladores.
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