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Empiricus remove BR Partners da carteira após fala do CEO gerar polêmica

Empiricus recomenda venda de BR Partners por razão técnica; polêmica envolvendo fala de CEO sobre eleição de Flávio Bolsonaro aumenta pressão política nas redes

Ricardo Lacerda, sócio-fundador da BR Partners, sofreu ameaças em redes sociais
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  • A Empiricus, casa de análise ligada ao BTG Pactual, recomendou a venda das ações da BR Partners, citando motivos técnicos e associando a fala de Ricardo Lacerda sobre riscos institucionais em uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.
  • A BR Partners afirmou que as casas de análise podem emitir opiniões, mas negou influências políticas em seus relatórios e disse não ter posicionamento político.
  • A troca recomendada pela Empiricus foi para a Vitru Educação, com justificativa baseada na liderança da Vitru Educação em ensino a distância e resiliência a novas normas regulatórias.
  • Entre 18 de junho e o dia seguinte, as ações da BR Partners caíram cerca de 3,94%, de 14,99 reais para 14,40 reais, em meio à volatilidade do setor financeiro após decisão do Copom sobre a taxa Selic.
  • Além disso, Felipe Miranda, cofundador da Empiricus, afirmou ser contrário à polarização política e disse votar no segundo turno em Flávio Bolsonaro, enquanto deixará a empresa em agosto devido ao fim do acordo de non-compete; o episódio também gerou ataques a Ricardo Lacerda nas redes.

O relatório de uma casa de análises ligada ao BTG Pactual recomendou a venda das ações da BR Partners, após menções públicas que associaram a gestão a cenários políticos. O documento, datado de 18 de junho, vincula a mudança a questões técnicas, mas ganhou força nas redes ao combinar-se a falas de Ricardo Lacerda sobre eleições com riscos institucionais.

A repercussão ocorreu em meio a tensões pré-eleitorais que atingiram a cidade de São Paulo, onde a BR Partners tem atuação importante na região da Faria Lima. A análise aponta que a eleição de Flávio Bolsonaro poderia trazer mais incertezas institucionais do que benefícios econômicos, enquanto o cenário com Lula seria visto de forma distinta pelos analistas.

Reação do BR Partners e posicionamento de Lacerda

O BR Partners informou que as casas de análise podem emitir opiniões, desde que pautadas em cenário político-econômico neutro, acrescentando que não há alinhamento político partidário por parte da instituição. Ricardo Lacerda não se pronunciou sobre o documento.

Dias antes, Lacerda havia criticado a situação fiscal do governo em entrevista ao Estadão, destacando a necessidade de enfrentar o problema fiscal independentemente do eleito. O relatório da Empiricus justifica a troca da BR Partners pela Vitru Educação com base em lucros estagnados e limitações de expansão pela política de dividendos; a Vitru Educação recebe a justificativa por liderança no ensino a distância e aderência a novas normas.

Repercussões no mercado e no entorno político

Em junho, a Empiricus já havia mantido a recomendação de compra da BR Partners, classificando a empresa como uma tese resiliente com bom histórico de retorno sobre o patrimônio. No entanto, um vídeo de 17 de junho com o cofundador Felipe Miranda sinalizou posição contrária à polarização e declarações de apoio a Flávio Bolsonaro em segundo turno, mantendo, no entanto, uma via alternativa no primeiro turno.

Entre 18 de junho e o fechamento recente, as ações da BR Partners caíram 3,94%, de 14,99 para 14,40, sem confirmação de que a queda seja apenas causada pelas acusações nas redes. O setor financeiro viveu volatilidade após o Copom reduzir levemente a taxa básica de juros.

Impactos nas redes e reação de figuras públicas

O debate ficou mais intenso nas redes com ataques de influenciadores de direita contra Lacerda, gerando engajamento significativo. O próprio Lacerda recebeu ameaças e agressões em plataformas de redes sociais. O episódio ocorreu em meio a ciclos de desinformação e cobranças por posicionamentos claros no ambiente financeiro.

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