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O destino da Sharp, marca icônica de TVs e videocassetes

Sharp do Brasil prosperou independentemente da japonesa, faliu e foi unificada pela marca japonesa em 2011; hoje não existe mais no país

Que fim levou a Sharp, marca icônica de TVs e videocassetes?
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  • A Sharp nasceu em 1912, em Tóquio, como uma loja de produtos de metal criada por Tokuji Hayakawa; a lapiseira Ever-Ready Sharp Pencil inspirou o nome da empresa.
  • O mergulho em eletrônicos começou por volta de 1925, com pesquisas em rádio; em 1953, a Sharp lançou o primeiro televisor produzido no Japão.
  • A empresa se tornou referência em painéis de LCD na década de 2000 e lançou modelos conhecidos, como o celular com câmera e a linha Aquos.
  • No Brasil, a Sharp surgiu em 1969, liderada por Matias Machline, tornou-se uma das maiores fabricantes nacionais e teve atuação destacada na Zona Franca de Manaus; entrou em concordata em 2000 e teve falência decretada em 2002.
  • Hoje, a Sharp do Brasil não existe mais; a marca brasileira foi unificada com a japonesa em 2011, e a Sharp original permanece ativa no Japão sob a controladora Foxconn, com operação mais focada em áreas corporativas e displays.

Durante décadas, o nome Sharp foi sinônimo de eletrônicos no Brasil, com televisores, videocassetes, micro-ondas, aparelhos de som e calculadoras marcando presença a partir dos anos 1980. A marca teve trajetória distinta no Japão e no Brasil.

A Sharp nasceu oficialmente em 1912, em Tóquio, como loja de metal fundada por Tokuji Hayakawa. O lançamento da lapiseira Ever-Ready Sharp Pencil acabou inspirando o novo nome da empresa, que passou a significar afiado.

A entrada no setor de eletrônicos ocorreu por volta de 1925, com pesquisas em rádio no Japão. Em 1953, a Sharp lançou o primeiro televisor produzido no país, dando início a um portfólio que incluiria lâmpadas, calculadoras, ar-condicionado, micro-ondas e videocassetes.

Evolução global

Na década de 2000, a Sharp consolidou-se como referência em painéis LCD, mantendo relevância mundial. Contudo, a participação de mercado em TVs e outros produtos caiu frente a mudanças setoriais e reestruturações gerenciais.

Mesmo com modelos de renome, como o J-SH04 e a linha Aquos, a empresa enfrentou forte concorrência de fabricantes de displays, o que gerou demissões e reorganizações na década de 2010. Em 2016, a Foxconn comprou a maior parte da Sharp, por US$ 3,5 bilhões.

Panorama brasileiro

No Brasil, a história da Sharp seguiu caminho distinto, com atuação independente. A Sharp do Brasil foi criada em 1969, após autorização formal para uso do nome, sob a liderança de Matias Machline, mantendo atuação similar a da matriz em setores como áudio e vídeo.

A empresa tornou-se gigante local, consolidando-se na Zona Franca de Manaus e em áreas como calculadoras, videocassetes, TVs e filmadoras. Em paralelo, o grupo financiou a SID Informática e lançou o HotBit, modelo MSX produzido no Brasil.

Com a abertura econômica nos anos 1990 e a morte de Machline em 1994, a Sharp do Brasil enfrentou dificuldades e entrou em concordata em 2000, com falência decretada em 2002. A marca brasileira deixou de existir como operação independente.

Situação atual

Hoje, a Sharp original persiste no Japão, controlada pela Foxconn, com resultados positivos em 2026 e foco em displays, além de atuação corporativa. A divisão de displays continua, mas com viés mais restrito e menos presença de varejo.

A Sharp do Brasil, criada de forma separada, não existe mais como entidade independente. Em 2011, a Mitsui Produtos Eletrônicos foi incorporada pela Sharp japonesa, unificando as marcas e consolidando mudanças no portfólio local.

A atuação brasileira atual da Sharp ocorre principalmente por meio de representação da matriz, com ênfase em soluções corporativas como impressoras multifuncionais e telas interativas, sem reprodução da antiga presença de consumo.

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