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Mercado de gestoras de carteira fica mais seletivo no Brasil

Mercado de gestoras independentes cresce, mas permanência no setor vira o principal desafio, com saídas de gestores e maior exigência de governança e estrutura

Imagem: Freepik
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  • No primeiro trimestre de dois mil e vinte e seis, foram registrados 86 novos gestores pessoa física, alta de 43,3% em relação ao mesmo período anterior.
  • A base ativa de gestores pessoa física chegou a 3.779, representando alta de 1,8% year over year, indicando continuidade de crescimento, porém com maior exigência de estrutura e execução.
  • Foram registrados 23 cancelamentos de gestoras pessoa física e seis de gestoras pessoa jurídica, sendo a maioria por solicitação dos próprios gestores ou decisões administrativas.
  • No segmento de gestoras pessoa jurídica, a base ativa atingiu 1.520 estruturas, com queda de 11,5% nas novas entradas, mas saldo positivo devido à consolidação e ganho de escala.
  • São Paulo lidera a criação de novas gestoras, com perfil cada vez mais institucional, totalizando 7.736 sócios, sendo 83,1% pessoas físicas e 16,9% pessoas jurídicas, com média de cinco sócios por gestora.

As gestoras de carteira independentes seguem em expansão no Brasil, mas manter-se no mercado é o principal desafio. Um estudo da Veritas revela que, no primeiro trimestre de 2026, houve aumento de 43,3% nos novos registros de gestores pessoa física, totalizando 86 entradas. A continuidade depende cada vez mais de estratégia, estrutura e execução.

Entre janeiro e março de 2026, foram registradas 23 saídas de gestores pessoa física e 6 de pessoas jurídicas. A maioria das saídas ocorreu a pedido dos próprios gestores ou por decisões administrativas, apontando para um mercado mais seletivo.

Para Anderson Timm, CEO da Veritas, os resultados refletem um ambiente mais exigente. O estudo indica menor rotatividade e presença de profissionais mais experientes, com maior ênfase em governança e compliance.

Crescimento continua, mas demanda mais estrutura

A base ativa de gestores pessoa física chegou a 3.779 no 1º trimestre de 2026, alta de 1,8% frente ao mesmo período de 2025. O ritmo é moderado, mas o volume de novos registros permanece relevante para o setor.

Timm afirma que o mercado exige estratégia, posicionamento e capacidade de sustentar a operação a longo prazo. Episódios recentes envolvendo operações com fundos reforçam o rigor em compliance.

No segmento de gestoras pessoa jurídica, a base ativa cresceu 1,6%, para 1.520 estruturas. As novas entradas somaram 23, uma queda de 11,5%, mas o setor manteve crescimento líquido com consolidação e ganho de escala.

São Paulo e governança

A geografia segue com São Paulo como principal concentração de novas gestoras, seguido por Rio de Janeiro, Campinas, Fortaleza e Londrina. O estudo mostra um perfil mais institucionalizado, com 7.736 sócios, 83,1% pessoas físicas e 16,9% pessoas jurídicas, em média cinco sócios por gestora.

Timm aponta que o cenário fortalece a governança no setor. A competição tende a avançar pela qualidade da operação e pela capacidade de estruturar estruturas sólidas e sustentáveis no longo prazo.

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