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Previdência do TO vende 17 de 60 imóveis para cobrir perdas com Banco Máxima

Igeprev TO vendeu 17 dos 60 imóveis herdados do Master para cobrir prejuízo do Viaja Brasil, recuperando R$ 2,8 milhões (21% do prejuízo)

Uma casa em Rio das Ostras (RJ) avaliada em R$ 137 mil foi parar no patrimônio do Igeprev, o instituto de previdência do Tocantins, após aportes no fundo Viaja Brasil, do Banco Máxima
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  • O Igeprev-TO herdou 60 imóveis do Banco Máxima, que virou Master, para cobrir perdas de R$ 13 milhões do fundo Viaja Brasil.
  • Até agora foram vendidas 17 propriedades, recuperando R$ 2,8 milhões (aproximadamente 21% do prejuízo).
  • Os imóveis ficam em São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro, incluindo apartamentos, salas comerciais, lotes e uma casa no Rio de Janeiro.
  • Em 2022, o Coaf levantou dúvidas sobre o valor de um imóvel: R$ 591 mil supriria registro de apenas R$ 76 mil.
  • O governo do Tocantins diz que 43 imóveis remanescentes estão em regularização e venda; MPTO informou que as avaliações foram feitas com apoio de peritos e que o acordo foi homologado após a transferência das escrituras.

O Igeprev-TO, o fundo de previdência dos servidores do Tocantins, herdou 60 imóveis transferidos pelo Master, antigo Banco Máxima, para cobrir perdas do fundo Viaja Brasil. O investimento malsucedido no veículo levou a um prejuízo registrado de 13 milhões de reais em 2014.

Em 2022, após ação do Ministério Público Estadual, o Master transferiu esses imóveis para o Igeprev, com imóveis em São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. O objetivo era compensar o rombo do fundo Viaja Brasil, ligado à Marsans.

A Justiça homologou o acordo, mas a venda das propriedades tem sido lenta. Ao todo, foram vendidos 17 imóveis, gerando 2,8 milhões de reais, equivalente a 21% do prejuízo. O restante segue em processo de regularização e venda.

O conjunto de ativos passou a compor um fundo de investimento imobiliário. Entre os bens estão quartos de hotel em Belo Horizonte e Sete Lagoas, lotes em Curitiba, salas comerciais e imóveis no Rio de Janeiro, além de uma casa em Rio das Ostras avaliada em 137 mil reais.

Há também dois lotes em Araçariguama (SP), avaliados em cerca de 2 milhões de reais, e os terrenos de Curitiba, com valor estimado de 2,1 milhões. O governo do Tocantins afirmou que os 43 imóveis remanescentes seguem em regularização e venda, com potencial de recuperação patrimonial.

O Ministério Público do Tocantins informou que as avaliações dos imóveis foram feitas presencialmente, com apoio de promotorias de defesa do patrimônio público e perito indicado pelo Igeprev. O acordo só foi homologado após a transferência das escrituras.

Segundo o relatório financeiro mais recente, o valor dos imóveis envolve elevado grau de julgamento, com avaliações a valor justo feitas por terceiros. O auditor independente confirmou a propriedade, sem detalhar se revisou as estimativas de valor.

O histórico do caso remonta ao aporte feito em 2012-2013 no fundo Viaja Brasil, gerido pelo Banco Máxima. O investimento concentrou-se em ações da Graça Aranha, holding do grupo Marsans, que faliu em 2014, reduzindo drasticamente o valor das cotas.

O empresário Saul Sabbá, ex-dono do Banco Máxima, reconheceu dificuldades que contribuíram para o insucesso do investimento, ressaltando que o banco também sofreu perdas expressivas. O regulador CVM já havia condenado o Máxima pela gestão do fundo Viaja Brasil.

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