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Rastro do dinheiro: como a polícia investiga uso ilícito de criptomoedas

Polícia rastreia criptoativos para identificar origem de recursos ilícitos; incautações enfrentam fronteiras e a dificuldade de acessar chaves privadas

Alberto Redondo, Jefe del Grupo de Ciberinteligencia Criminal de la UTPJ (Unidad Técnica de Policía Judicial), en su oficina, en Madrid.
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  • Em setembro de 2024, a Polícia Nacional apreendeu 17 milhões de euros em criptomoedas, uma das maiores incautações da Europa, mas as chaves foram roubadas por um secretário judicial e o saque desapareceu durante a operação.
  • Hoje, as criptomoedas são parte fundamental das investigações, com grupos especializados rastreando transações na blockchain para identificar origem, destino e beneficiários.
  • O maior desafio não é apenas rastrear fundos, mas descobrir quem está por trás das carteiras e solicitar o congelamento ou devolução, especialmente em plataformas fora da União Europeia.
  • O uso de mixers e a troca entre diferentes blockchains dificultam o rastreamento, levando autoridades a buscar maior cooperação internacional e ferramentas de análise como TRM Labs e Chainalysis.
  • Hoje, as stablecoins dominam os crimes com criptomoedas, representando cerca de 84% do volume de transações ilícitas, com Monero e Zcash ganhando destaque pela privacidade.

En setembro de 2024, a Polícia Nacional espanhola recuperou 17 milhões de euros em criptomoedas, uma das maiores incautações já realizadas na Europa. As autoridades detinham o suposto líder da rede e custodiavam carteiras digitais e chaves em sala forte. O dinheiro desapareceu ao acessar as informações.

A operação revelou que o responsável pelo roubo foi um funcionário público, com chaves ocultas atrás de um quadro, sob uma porta e em uma pequena esfera de papel. A prática de rastrear criptoativos tornou-se comum para a Polícia Nacional e a Guardia Civil, que já lidam com obras de arte, joias e montantes em dinheiro.

As investigações costumam começar com indícios de atividade ilegal; interceptações telefônicas geram pistas para localizar carteiras digitais e chaves privadas. Em registros, os peritos procuram balizas como bastidores, caixas-fortes ou itens ocultos para encontrar evidências.

A principal dificuldade não é apenas rastrear as transações, mas identificar quem está por trás de cada conta e recuperar os ativos. Em plataformas cripto, a cooperação internacional é essencial, porém nem sempre rápida ou completa, principalmente quando os fundos estão fora da UE.

Especialistas destacam que a criptomoeda deja rastros na blockchain, mas ocultar a identidade exige ferramentas avançadas. Procedimentos como a congelamento de ativos em plataformas grandes da Europa dependem de colaboração e agilidade para impedir a evasão de fundos.

Entre as táticas dos criminosos, o uso de mixers ou carteiras que misturam ativos para dificultar a trilha cresce no cenário global. Em operações recentes, autoridades enfatizam que a intervenção eficaz exige combinação de rastreamento técnico, cooperação internacional e uma resposta judicial célebre.

O panorama atual aponta para um foco maior no branqueamento de capitais, com as *stablecoins* dominando as operações ilícitas. Dados de Chainalysis indicam que tais ativos respondem pela maioria das transações ilegais, pois oferecem transferência rápida, menor volatilidade e maior facilidade de uso transfronteiriço.

A Polícia Nacional e a Guardia Civil sinalizam que o Brasil e a Europa ampliam a vigilância sobre criptomoedas, com a expectativa de ampliar estatísticas oficiais sobre ativos confiscados. A especialização dos agentes inclui formação em blockchain, para acompanhar a evolução dos métodos de crime e de investigação.

Em casos de incautação, o destino dos recursos depende do procedimento judicial: criptomoedas mantidas em exchanges podem ser devolvidas aos titulares ou convertidas paradivisas tradicionais, conforme decisão judicial. Em wallets sob custódia policial, há procedimentos específicos para preservação das chaves.

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