- Château Corbin, localizado no noroeste de Saint-Émilion, é classificado como Grand Cru Classé desde 1955.
- A proprietária atual, Anabelle Cruse-Bardinet, assumiu em 1999 e promoveu uma revolução de estilo, priorizando elegância, pureza e terroir.
- O vinhedo tem 13 hectares, com 83% de Merlot e 17% de Cabernet Franc; o vinhão fica entre o lado de Pomerol e o terreno arenoso ao redor de Saint-Émilion.
- A partir de 2017, após uma geada severa, a produção passou por mudanças: colheita antecipada, vinificação por parcela, uso de globe de vidro para maturação e menor uso de carvalho novo, com tecnologia de seleção densimétrica e cultivo orgânico.
- O consultor Thomas Duclos atua desde 2021 para alcançar um estilo de vinho mais fresco, equilibrado e com expressão do terroir, mantendo a produção entre 40 mil e 65 mil garrafas por ano.
Château Corbin, situado na região de St-Émilion, é descrito como uma joia íntima do Grand Cru Classé. O artigo acompanha a visão de Elin McCoy sobre a propriedade, sua história e a revolução de estilo que vem ocorrendo sob a gestão atual.
Situado numa via tranquila de St-Émilion, o château ocupa um terreno que mistura parreirais de Merlot e Cabernet Franc. A construção é do século XVIII, com torre e pátio, refletindo um clima de elegância contida e charme artesanal.
A atual proprietária e enóloga é Anabelle Cruse-Bardinet, que assumiu em 1999. Ela relembra ter conduzido a vindima daquele ano com o bebê nos braços, iniciando uma transformação que permanece até hoje. Sua gestão enfatiza terroir, elegância e pureza.
Cruse-Bardinet enfrentou a conversa dominante dos “garagistes” da Margem direita, que defendiam estilos mais oponentes ao oak. Seu objetivo desde o começo foi desenvolver vinhos que exprimam a elegância e a expressão do terroir de Corbin, buscando consistência em vinhos de grande precisão.
Estrutura e terroir
O vinhedo de 13 hectares combina dois solos distintos: 6 hectares no lado de Pomerol, com argila, e 7 hectares de areias antigas sobre argila rica em ferro. O manejo passou por replantios, clones e novas vinificações para atender a uma visão mais suave e delineada.
A casa recebeu melhorias profundas: nova adega, mesas de seleção, rodamoinhos adaptados e sistema de drenagem. Michel Rolland atuou como consultor, ajudando na vinificação para alcançar maior finesse.
A partir de 2009, os resultados passaram a ganhar reconhecimento internacional, com safras elogiadas pela textura, fruta e relação custo-benefício. Em 2017, um frente de geadas quase destruiu a colheita, levando a uma mudança estratégica.
Inovação contínua
A revolução de estilo ficou evidente a partir de 2018, com colheitas anteriores valorizando vinificação parcela a parcela e uso reduzido de carvalho novo. Em 2019, surgiram garrafões de vidro para amadurecimento do Cabernet Franc, para realçar o terroir.
Nos anos seguintes, houve fermentação sem enxofre, introdução de seleção densimétrica e adoção de práticas orgânicas na vinha. Thomas Duclos, da Oenoteam, passou a assessorar na busca por maior frescor e equilíbrio.
Château Corbin hoje
Gestão, enologia e visão de futuro ficam a cargo de Anabelle Cruse Bardinet. O cenário atual busca preservar a história do château enquanto imprime uma identidade mais elegante e expressiva ao redor do terroir de St-Émilion e de Pomerol.
Château Corbin é reconhecido desde 1955 como Grand Cru Classé, com produção anual entre 40 mil e 65 mil garrafas. A propriedade mantém foco em Merlot (83%) e Cabernet Franc (17%), com efeito de terroir distinto entre as áreas do vinhedo.
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