- EBITDA do iFood subiu quarenta por cento, para R$ dois e dois bilhões, no ano fiscal encerrado em março de 2026, com receita acima de R$ dez bilhões, expansão de 36% na comparação anual.
- A empresa ampliou a diversificação, com novas categorias como fintech, ERP, mercado e farmácias respondendo por trinta e três por cento da receita, ante vinte e um por cento dois anos antes.
- A fintech teve receita de R$ 2,5 bilhões, crescendo mais de cem por cento, enquanto o iFood Benefícios alcançou um bilhão de recargas no mês anterior.
- O delivery, responsável por 67% da receita, cresceu cerca de vinte por cento, com ganho de eficiência em iniciativas como Turbo (entregas em até vinte minutos) e Hits (entrega mais barata).
- A Prosus, controladora, destacou que diferentes negócios do ecossistema ao redor do iFood estão no breakeven ou em expansão, com possíveis integrações futuras em um eventual IPO.
O iFood encerrou o ano fiscal 2026 com crescimento expressivo mesmo diante de maior concorrência. A empresa registrou faturamento superior a R$ 10 bilhões entre abril de 2025 e março de 2026, avanço de 36% frente ao ano anterior. O EBITDA aumentou 40% na mesma base, para R$ 2,2 bilhões.
A empresa divulgou os números ao ampliar o balanço da Prosus, sua controladora holandesa. O desempenho reforça a estratégia de diversificação adotada nos últimos cinco anos, mantendo o foco no food delivery, mas expandindo para fintech, ERP e setores de mercado e farmácias.
Ao longo do ano, o delivery respondeu por 67% da receita, enquanto as novas categorias somaram 33%. Dois anos antes, as novas áreas representavam 21% da operação. O crescimento do ecossistema veio acompanhado de rentabilidade nas novas linhas.
Desempenho financeiro
A fintech do iFood, que inclui banco digital para merchants, a Zoop e o Ifood Benefícios, cresceu mais de 100% e gerou cerca de R$ 2,5 bilhões em receita. O iFood Benefícios atingiu R$ 1 bilhão em recargas no mês anterior.
O delivery de restaurantes expandiu-se cerca de 20%, ritmo abaixo das novas categorias. Segundo o CEO, o avanço se deve à ampliação de ocasiões de consumo, com Turbo e Hits ampliando a velocidade de entrega e a penetração de opções com menor custo.
O Hits, produto de entregas mais baratas, tornou-se financeiramente viável em setembro. Desde então, o volume de pedidos cresceu, respondendo por cerca de 8% do total, com expectativa de atingir entre 15% e 20% até o fim do ano.
Novos negócios e estratégia
O CEO Diego Barreto destacou que a diversificação crescerá com maior independência financeira entre as áreas, mantendo o core no food delivery para retenção de clientes. As novas linhas já operam em breakeven e podem seguir em território positivo conforme estratégia de investimento.
Além da fintech, o grupo destacou a integração com outras empresas sob a égide da Prosus, como Decolar, Sympla e OLX. A Prosus registrou receita líquida de US$ 9,7 bilhões e EBITDA de US$ 1,3 bilhão no exercício recente.
A empresa adotou uma visão de ecossistema, mantendo operações independentes, mas com potencial de fusão em um eventual IPO. O desempenho do iFood mostra resiliência diante de entrants recentes como 99 e Keeta.
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