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IGP-M cai 0,50% em junho, com recuo nos preços ao produtor

IGP-M cai 0,50% em junho, IPA recua 0,97% com queda de commodities; inflação ao consumidor desacelera, mas construção avança

Foto: Pexels
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  • O IGP-M caiu 0,50% em junho, após avanço de 0,84% em maio; acumula 3,27% em 2026 e 3,16% nos últimos 12 meses.
  • A queda foi puxada pelo IPA, que recuou 0,97% em junho, ante alta de 0,91% em maio, com pressão de commodities energéticas e minerais.
  • No IPA, o grupo de Matérias-primas Brutas teve a maior queda, −2,76%, enquanto Bens Finais e Bens Intermediários também desaceleraram.
  • O IPC subiu 0,47% em junho, menor ritmo que em maio (0,61%), com quedas em Habitação, Alimentação, Saúde e Cuidados Pessoais, Transportes e Vestuário.
  • O INCC avançou 0,85% em junho, acima de maio (0,77%), impulsionado pela alta da mão de obra (de 0,43% para 0,91%).

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,50% em junho, após subir 0,84% em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acumula alta de 3,27% em 2026 e 3,16% nos últimos 12 meses.

A explicação central está na deflação dos preços no atacado. O IPA, componente de maior peso do IGP-M, recuou 0,97% em junho, frente a alta de 0,91% em maio, contribuindo para o recuo do índice.

Commodities pressionam o índice para baixo

A redução dos preços de commodities energéticas e minerais puxou o IPA para baixo, segundo o economista Matheus Dias, da FGV IBRE. Ele apontou convergência de preços com patamares pré-guerra no Ormuz como fator relevante.

Apesar da queda de commodities, o setor agrícola manteve safras positivas, o que ajudou a conter pressões. A queda de preços da cana-de-açúcar e do café em grãos também dialoga com as quedas registradas nos custos de combustíveis como gasolina e etanol.

Entre os grupos do IPA, as Matérias-Primas Brutas registraram a maior queda, de 2,76% em junho, após alta anterior. Bens Finais e Bens Intermediários também desaceleraram neste mês.

Inflação ao consumidor e construção seguem o ritmo

O IPC, indicador de inflação ao consumidor, avançou 0,47% em junho, abaixo do 0,61% de maio. Cinco das oito classes pesquisadas tiveram desaceleração, com destaque para Habitação, Alimentação, Saúde e Cuidados Pessoais, Transportes e Vestuário.

Despesas Diversas, Educação, Leitura e Recreação, e Comunicação aceleraram no mês, contribuindo para o desempenho de alguns itens de consumo.

O INCC subiu 0,85% em junho, acima de maio (0,77%). O avanço teve impulso principalmente pela Mão de Obra, que passou de 0,43% para 0,91%.

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