- A semana de transição entre junho e julho traz dados de emprego nos Estados Unidos, indicadores de atividade no Brasil, China, Japão e Europa, além de rebalanceamento de carteiras.
- Nos EUA, o payroll sai na quinta-feira (2), com feriado antecipado para sexta; a divulgação atua como referência para decisões da autoridade monetária.
- No Brasil, o calendário inclui IGP-M, Boletim Focus e resultado do Governo Central de maio, além de balança comercial, produção industrial, PMIs, IPC-Fipe, Caged e a PTAX de junho, com atenção à liquidação de contratos cambiais.
- A produção industrial e o Caged ajudam a entender o ritmo da atividade, enquanto dados de PNAD Contínua apontaram desemprego em patamar baixo, alimentando dúvidas sobre a trajetória da inflação e dos juros.
- No plano externo, PMIs da China e do Japão são atentos, com iene em queda acentuada; na Europa, indicadores de inflação e atividade guiarão o BCE; Reino Unido observa PIB e PMIs; o setor de inteligência artificial impulsiona ganhos em Wall Street, com SpaceX e Micron em foco.
A última semana de junho e a primeira de julho traz uma das agendas macroeconômicas mais relevantes dos últimos tempos. O foco dos mercados está nos EUA, com payroll, JOLTS e ADP, além de indicadores de inflação e ajustes de carteira no encerramento de mês, trimestre e semeste.
Nos Estados Unidos, o destaque é o payroll de junho, a ser divulgado na quinta-feira, 2 de julho, devido ao feriado da Independência. O relatório official aponta vagas criadas, desemprego e salário médio por hora, dados que orientam decisões do Fed. Sexta-feira terá mercados fechados.
A combinação de payroll antecipado, feriado e fechamento de semestre aumenta a atenção aos rebalanceamentos de carteira, prática de window dressing entre gestores e investidores institucionais. A liquidez global tende a ficar mais baixa no fim de semana.
Panorama internacional
No Brasil, a semana traz IGP-M, Focus e o resultado do Governo Central de maio, além de PMIs industriais e de serviços, balança comercial e Caged. A PTAX de terça ajuda a entender a dinâmica cambial diante de vencimentos de contratos.
A produção industrial e o Caged são dados-chave para medir o ritmo da atividade com juros elevados. PNAD Contínua indicou desemprego em níveis menores, o que sustenta a ideia de mercado de trabalho aquecido e pressiona a inflação.
Na Ásia, China e Japão divulgam PMIs de indústria e serviços, influenciando o ritmo da recuperação regional. O iene continua em níveis baixos frente ao dólar, o que impacta inflação, política monetária e fluxos de capitais.
Na Europa, Europa e Reino Unido devem divulgar indicadores de atividade e inflação. PMIs, índices de confiança, inflação ao consumo e desemprego ajudam a mapear espaço para cortes de juros e trajetória do Banco Central Europeu, no caso europeu, e do BoE, no Reino Unido.
Destaques do mercado corporativo
Nos EUA, o setor de tecnologia volta a liderar as altas, com a SpaceX em foco pela possível entrada no Nasdaq 100. A Micron Technology surpreendeu com resultados acima das expectativas, impactando o humor dos investidores.
A agenda coloca организме uma semana de dados relevantes para orientar decisões de política monetária, câmbio e alocações de ativos. O encerramento de mês, trimestre e semestres tende a reforçar a atenção aos movimentos técnicos de rebalanceamento.
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