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TIM usa 4G e processamento de dados para ampliar atuação no agronegócio

TIM migra do 4G para serviços de inteligência artificial, nuvem e automação no agronegócio, após cobrir 27,3 milhões de hectares com quarta geração (4G)

Paulo Humberto Gouvea, diretor de vendas B2B da TIM Brasil
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  • A TIM conectou 27,3 milhões de hectares com rede 4G no campo e 54 milhões de hectares com NB-IoT, voltada para IoT.
  • A infraestrutura já atende 348 mil propriedades rurais e conecta aproximadamente 2,8 milhões de pessoas em áreas agrícolas.
  • A próxima fase de crescimento deve valorizar dados agrícolas, com serviços de inteligência artificial, computação em nuvem e automação, indo além da conectividade.
  • A aquisição da V8.Tech, concluída em 2026, ampliou a oferta da TIM para integração de sistemas, análise de dados e aplicações de inteligência artificial.
  • Projetos como Fazenda Conectada registraram produtividade 27% superior à média nacional na safra 2024/25 na área monitorada.

A TIM expandiu sua atuação no agronegócio a partir de 4G para oferecer mais do que conectividade. A empresa conectou 27,3 milhões de hectares no campo com rede 4G e 54 milhões de hectares com NB-IoT, voltada a IoT. O objetivo é transformar dados agrícolas em serviços de IA, nuvem e automação.

A infraestrutura já atende 348 mil propriedades rurais e conecta cerca de 2,8 milhões de pessoas em áreas agrícolas. Paulo Humberto Gouvea, diretor de vendas B2B da TIM Brasil, disse à Bloomberg Línea que a operação avança na cadeia de valor, com armazenamento em nuvem e processamento de dados.

A TIM trabalha com grandes clientes do setor, como BP Bioenergy, SLC Agrícola, Jalles, Citrosuco, Amaggi, Adecoagro, Grupo Pedra Agroindustrial, Usina Santa Terezinha e Usina Cerradão. A carteira B2B da operadora soma cerca de R$ 1 bilhão em contratos, sem detalhar a fatia do agronegócio.

Mudança de foco

A atuação no agro começou em 2018, quando a TIM definiu a IoT como prioridade, identificando a conectividade como o gargalo. A empresa investe em cobertura rural com 700 MHz para alcançar grandes áreas com menos infraestrutura.

A TIM passou a mirar a integração de serviços além da rede, apoiando a experiência de produtores com soluções de dados e nuvem. A aquisição da V8.Tech, concluída em 2026, ampliou essa capacidade de oferecer IA e automação.

Aplicações e projetos

Entre as aplicações previstas estão manutenção preditiva de máquinas agrícolas, monitoramento remoto, gestão integrada de fazendas e análise de imagens das lavouras. Os Centros de Operação Agrícola (COAs) concentram o acompanhamento digital das propriedades.

Dados do projeto Fazenda Conectada, em Água Boa (MT), mostram ganhos de produtividade: 27% acima da média nacional na safra 2024/25, frente 13,4% na safra anterior. A TIM aponta que a digitalização traz ganhos econômicos para o setor.

A TIM estima que o Brasil possui cerca de 80 milhões de hectares de agricultura e cerca de 300 milhões de hectares ligados à pecuária, mantendo espaço relevante para ampliação da cobertura.

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