- O Sistema Campo Limpo, modelo de logística reversa para embalagens vazias de defensivos agrícolas, está presente em 25 estados mais o Distrito Federal, com 424 unidades de recebimento e recebimentos itinerantes.
- Desde 2002, já destinou corretamente mais de 900 mil toneladas de embalagens, com 75.996 toneladas apropriadas em 2025, aumento de 11% frente ao ano anterior.
- Em 2025, 92% das embalagens destinam-se à reciclagem, com a resina reciclada retornando à cadeia produtiva para produzir até 38 artefatos homologados.
- O modelo baseia-se na responsabilidade compartilhada entre agricultores, canais de distribuição, indústria fabricante e poder público, cada um com atribuições definidas.
- Em 18 de agosto, Dia Nacional do Campo Limpo, o sistema reforça a importância da destinação correta e da educação ambiental para ampliar a adesão ao programa.
O Brasil consolidou um modelo de logística reversa para embalagens vazias de defensivos agrícolas, reunindo agricultores, canais de distribuição, indústria e poder público. A iniciativa é coordenada pelo Sistema Campo Limpo e atua em quase todo o território nacional.
O Relatório de Sustentabilidade 2025 do inpEV aponta que, em 2025, foram destinadas corretamente 75.996 toneladas de embalagens, com crescimento de 11% frente a 2024. Desde 2002, o sistema já destinou mais de 900 mil toneladas.
Atualmente, o Campo Limpo está presente em 25 estados e no Distrito Federal, com 424 unidades de recebimento e milhares de ações itinerantes para atender produtores em regiões remotas.
O sistema funciona por meio da responsabilidade compartilhada, prevista na legislação brasileira. O agricultor realiza a tríplice lavagem, inutiliza e devolve as embalagens conforme nota fiscal.
Os canais de distribuição recebem e armazenam o material, a indústria coordena a retirada e a destinação ambiental adequada, e o poder público licencia, fiscaliza e promove ações de conscientização.
Marcelo Okamura, presidente do inpEV, afirma que o modelo funciona porque cada elo da cadeia cumpre seu papel. Ele destaca uma legislação avançada, engajamento dos produtores e ampla rede de recebimento.
Sistema Campo Limpo em números
- +900 mil toneladas destinadas desde 2002
- 75.996 toneladas em 2025
- 92% das embalagens vão à reciclagem
- 424 unidades de recebimento
- 4.795 recebimentos itinerantes em 2025
- 25 estados + DF atendidos
Um sistema construído por todos os elos da cadeia
O diferencial do Campo Limpo é a coordenação entre agricultores, canais, indústria e setor público. O modelo visa ampliar a capilaridade com a abertura de novas frentes em estados como Pará, Rondônia e no Matopiba.
Em 2025, quatro novas centrais de recebimento foram inauguradas, além de nove postos. Os recebimentos itinerantes cresceram cerca de 20% para facilitar a devolução de embalagens de pequenos produtores.
Da logística reversa à economia circular
Em 2025, 92% das embalagens destinadas foram recicladas, gerando resina que retorna à cadeia produtiva. Essa resina pode compor até 38 artefatos homologados, incluindo novas embalagens, tampas, tubos e componentes de infraestrutura.
Okamura aponta que o objetivo é ampliar ainda mais o índice de reciclagem, especialmente para plásticos rígidos, mantendo a integração entre os elos do sistema e fortalecendo a prática ESG no agronegócio.
Em 2025, o inpEV recebeu o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol pelo inventário de emissões de gases de efeito estufa, reforçando a credibilidade ambiental do sistema.
Transparência e educação fortalecem o modelo
A educação ambiental é prioridade desde 2010, com o Programa de Educação Ambiental Campo Limpo atingindo mais de 3 milhões de estudantes. A iniciativa também orienta agricultores sobre a devolução correta.
Okamura enfatiza que mudanças estruturais passam pela educação, formando gerações com maior consciência ambiental e fortalecendo a devolução adequada das embalagens.
Mais de 24 anos após o início, o Sistema Campo Limpo é citado como exemplo internacional de modelo de logística reversa, demonstrando como legislação, engajamento e operação coordenada podem transformar obrigações legais em prática sustentável.
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