- Cloud9 Capital levantou R$ 600 milhões para o seu segundo fundo, o dobro do primeiro, de R$ 300 milhões.
- A tese continua de growth/early growth, com cheques maiores e a meta de investir em até dez empresas de tecnologia, incorporando inteligência artificial.
- A gestora não divulgou os nomes dos cotistas do novo veículo, mas manteve os atuais e atraiu novos investidores.
- No primeiro fundo, a Cloud9 investiu em sete empresas, como Onfly, Cilia, V360 e Nexfit; o segundo já começou a ser alocado, com investimentos em Canopy e Uncover.
- O sócio afirma que o cenário de venture capital no Brasil está mais favorável, com deal flow e qualidade dos empreendedores melhor, apesar dos desafios da captação e da IA.
A Cloud9 Capital levantou R$ 600 milhões em seu segundo fundo, o dobro do primeiro, de R$ 300 milhões. A gestora mantém a tese de early growth e amplia o tamanho dos cheques para investir em até dez empresas de tecnologia. O objetivo é manter a geração de caixa e modelos escaláveis.
Fundada por Felipe Affonso, Noah Stern e Rafael Serson, a Cloud9 não revela os nomes dos investidores do novo veículo, mas afirma ter mantido cotistas e atraído novos parceiros, impulsionando a expansão da base de recursos.
A gestão reforça que não houve mudança na tese de investimento: buscar empresas em growth, com caixa positivo e potencial de escala, adicionando agora elementos de inteligência artificial ao portfólio.
Nova fase do fundo
Com o aumento do capital, os cheques deverão ser maiores. No primeiro fundo, foram usados sete investimentos; agora a meta é chegar a até dez negócios. A atuação também se ampliará para empreendedores fora do eixo Rio-São Paulo.
No primeiro fundo, a Cloud9 investiu na Onfly, plataforma de viagens corporativas; na Cilia, IA para oficinas e seguradoras; na V360, solução de contas a pagar; e na Nexfit, gestão para academias. O segundo fundo já iniciou a alocação.
Desempenho e contexto do mercado
A Cloud9 investiu recentemente na Canopy, com foco na consolidação de software, e na Uncover, plataforma de mídia e performance. Segundo Affonso, o cenário de venture capital no Brasil evoluiu desde 2021, quando houve euforia e valuations elevados.
A gestora afirma ter sido diligente, limitando aportes nos primeiros anos e ampliando a assinatura de cheques a partir de 2024. A percepção é de melhoria no fluxo de negócios, com mais empresas rentáveis e crescimento acima de 100% ao ano.
Entre na conversa da comunidade