- Em 2025, estatais federais registraram lucro líquido de R$ 169,4 bilhões, alta de 45,4% ante 2024.
- Os investimentos totalizaram R$ 115,9 bilhões, o terceiro ano consecutivo de crescimento; em relação a 2022, o investimento foi 115% maior.
- O faturamento das estatais chegou a R$ 1,4 trilhão, com ativos de R$ 7,2 trilhões e patrimônio líquido acima de R$ 1 trilhão pela primeira vez.
- Petrobras teve o melhor desempenho, com lucro de R$ 110,605 bilhões (alta de 198,9%); Correios registrou prejuízo de R$ 8,458 bilhões.
- Foram pagos dividendos e juros sobre capital próprio de R$ 84,2 bilhões, sendo R$ 45,8 bilhões destinados à União; o resultado permitiu maior retenção de lucros para investimentos.
O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) informou que as estatais federais apresentaram lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025, ante R$ 116,5 bilhões em 2024. O resultado representa alta de 45,4% em relação ao ano anterior, impulsionado por ganhos em diversos grupos.
No triênio 2023-2025, o lucro acumulado das estatais se aproxima de R$ 484 bilhões. O total de investimentos somou R$ 115,9 bilhões em 2025, mantendo o terceiro ano consecutivo de crescimento. O faturamento agregado ficou em R$ 1,4 trilhão, com ativos totais de R$ 7,2 trilhões e patrimônio líquido acima de R$ 1 trilhão pela primeira vez.
Entre os destaques, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 110,6 bilhões, alta de 198,9% ante 2024, contribuindo significativamente para o desempenho do conjunto. A produção total operada da estatal atingiu 4,32 milhões de barris de óleo equivalente por dia, expansão de 11%.
Desempenho por grupo e destaques setoriais
AS PPSA, por sua vez, arrecadou R$ 30,9 bilhões em 2025, superando toda a arrecadação histórica anterior. As empresas Telebras e Infraero deixaram de registrar prejuízo em 2024 e passaram a lucro em 2025. Outras quatro estatais seguiram o mesmo caminho, enquanto seis tiveram queda de lucro para prejuízo no período.
Ao todo, o ganho apurado permitiu o pagamento de R$ 84,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas, sendo R$ 45,8 bilhões destinados à União. Em relação a 2024, houve queda de 44,6% nesses repasses, segundo o MGI, devido à maior retenção de lucros para investimentos.
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