- Governo anunciou a retirada gradual da subvenção de R$ 0,33 por litro de diesel nas refinarias, a partir de 1º de julho.
- Em resposta, entrou em vigor uma nova subvenção de R$ 1,12 por litro, prevista pela Medida Provisória nº 1.363/2026.
- O Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido, equivalente a cerca de 17 bilhões de litros por ano.
- O preço médio do diesel nas bombas está em R$ 7,09, estável nos últimos dois meses após pico de R$ 7,60 em março/abril.
- O diesel S-10 representa aproximadamente 70% do consumo, seguindo a norma de emissões Proconve P8 (Euro 6); o S500 é utilizado por veículos mais antigos.
O governo federal iniciou a retirada gradual do subsídio ao diesel nas refinarias. Em 1º de julho, o Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou a redução de R$ 0,33 por litro. A medida visa controlar o preço do combustível diante da crise causada por conflitos no Oriente Médio.
A decisão ocorre em meio a impactos econômicos sensíveis ao diesel, como fretes e energia. O governo criou uma nova subvenção de R$ 1,12 por litro, prevista na Medida Provisória nº 1.363/2026, para manter algum suporte aos importadores e produtores.
A Petrobras e outras refinarias passam a ajustar preços conforme o novo desenho de subsídio. O objetivo é reduzir a exposição a flutuações externas sem abandonar o abastecimento. O ministério afirma agir de forma gradual para withstanding interna.
O Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido, aproximadamente 17 bilhões de litros por ano. Dados da ANP indicam que o preço médio atual é de R$ 7,09, estável nos últimos dois meses após pico de R$ 7,60 em março e abril.
Na região Sul, o diesel comum taxa em média R$ 6,46 e o S-10 em R$ 6,75. No Norte, as médias chegam a R$ 7,65 para ambos os tipos, segundo levantamento da ANP.
O diesel S-10 representa cerca de 70% do consumo nacional. Seu uso é obrigatório em veículos fabricados a partir de 2012, sob a norma Proconve P7 (Euro 5). O S500 é mais comum em frotas mais velhas.
O país já adotou a norma Proconve P8 (Euro 6), que impõe regras mais rígidas de emissão, com foco na redução de material particulado. A mudança de subsídio busca compatibilizar preço com este cenário regulatório.
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