- O Ibovespa subiu 0,6%, fechando aos 172.788 pontos; na semana caiu 0,3% e, no ano, avançou 7,2%; 64 das 79 ações da carteira subiram.
- Nos Estados Unidos, foram criados 57 mil empregos em junho, com revisões para baixo de 74 mil em abril e maio, sinalizando enfraquecimento da atividade.
- A leitura diminuiu o impulso para novas altas de juros pelo Federal Reserve, com chances de aumento em julho praticamente retiradas.
- O dólar fechou estável, com leve recuo de 0,03%, a R$ 5,2078; o índice DXY caiu 0,56%, para 100,85 pontos.
- No Brasil, o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional elevou o volume e pressionou as taxas de juros; o giro financeiro foi de R$ 13,9 bilhões, 25% abaixo da média.
O Ibovespa abriu em alta, impulsionado pelo recuo dos futuros norte-americanos e pelo alívio com dados de emprego nos EUA. O mercado brasileiro chegou a testar a sua primeira sessão positiva do mês, sustentado pela rotação em Wall Street e por um leilão de títulos no Tesouro Nacional.
Entretanto, a abertura ganhou tração apenas momentaneamente. A bolsa passou a sofrer pela rotação de carteiras e pelo impacto do leilão de prefixados, que elevou a volatilidade e freou o rali. Recuperação parcial no fim do dia não sustentou o movimento.
Dados do dia e desempenho
O Ibovespa fechou em alta de 0,6%, aos 172.788 pontos. Na semana, акция caiu 0,3%; no ano, avança 7,2%. Dos 79 ativos que compõem o índice, 64 registraram alta.
O dólar comercial fechou estável, em frente ao real, com leve recuo de 0,03%, a R$ 5,2078. Na semana, a moeda americana sobe 0,8%; no mês, avança 0,9%.
EUA: payroll fraco e impacto nas apostas de política
O relatório de emprego de junho mostrou criação de 57 mil vagas, abaixo da mediana de 113 mil. Houve revisões para baixo de 74 mil vagas relativas a abril e maio. Dados indicam desaceleração da economia, reduzindo pressão por altas adicionais de juros.
Segundo o monitor do CME Group, as chances de aumento dos Fed Funds em julho praticamente zeraram. Economistas divergem: há quem veja nova alta ainda neste ano, e quem aposta em manutenção da taxa.
Cenário doméstico e liquidez
Na segunda metade do pregão, o humor externo não se traduziu em alta repetida no Brasil. A rotação de ativos nos EUA e o leilão do Tesouro Nacional pesaram sobre a curva de juros futuros locais.
O leilão de 23,65 milhões de títulos prefixados trouxe demanda suficiente, mas elevou o prêmio dos papéis, ampliando a aversão ao risco e amenizando a recuperação matinal. O volume de negócios ficou abaixo da média.
Visão de mercado
Analistas destacam que o cenário externo mudou o ritmo de negociações aqui. Investidores globais estão mais cautelosos, com maior foco nos EUA e menos apelos a mercados emergentes. O fluxo de capitais permanece volátil e suscetível a novas notícias macro.
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