- O Julius Baer caminha para normalizar operações após mais de dois anos lidando com prejuízos ligados ao magnata austríaco Rene Benko.
- Executivos preparam medidas para retomar o crescimento, incluindo o fim da proibição de aceitar categorias de clientes de maior risco, como pessoas politicamente expostas.
- A mudança acompanha avanços na investigação da Finma, que pode ser encerrada no segundo semestre, liberando o banco para retomada de atividades como recompra de ações.
- As ações do Julius Baer tiveram alta de 2,86% ao final do pregão, fechando em 71,84 francos suíços.
- O banco já encerrou a unidade de dívida privada relacionada aos empréstimos a Benko e revê sua carteira de crédito, em meio a maior escrutínio ao setor de private banking suíço.
O Julius Baer Group Ltd. caminha para normalizar operações após mais de dois anos lidando com prejuízos ligados ao magnata austríaco Rene Benko. A retomada ocorre em meio a ajustes estratégicos e uma revisão de riscos, que seguem sob escrutínio regulatório na Suíça. A percepção é de que a gestão busca recuperar o crescimento.
Executivos do banco de Zurique avaliam medidas para retomar a expansão, incluindo o fim da proibição de receber clientes de maior risco, como pessoas politicamente expostas. A mudança depende de avanços na investigação da Finma, que tem dominado a gestão desde o caso Benko.
Fontes próximas ao assunto dizem que o procedimento regulatório está em seus estágios finais na prática, com encerramento formal esperado no segundo semestre, sujeito à decisão final da Finma. Enquanto isso, as ações reagiram positivamente, fechando em alta de 2,86%.
Caminho para a normalização
Um porta-voz afirmou que o banco continua implementando sua estrutura de risco e compliance, revisada recentemente, e trabalha de forma construtiva com a Finma para encerrar o assunto em tempo hábil. A Finma não comentou oficialmente o andamento da investigação.
A Finma pode impor sanções ou limitar a atuação de indivíduos, caso haja falhas verificadas. O Baer encerrou a unidade de dívida privada e reestruturou controles de risco, com revisão externa da carteira de crédito. Em dezembro, houve sinalização de que clientes com saldos menores deveriam buscar alternativas.
O Julius Baer é a maior gestora de patrimônio independente da Suíça, com ativos superiores a US$ 500 bilhões. O episódio envolvendo Benko expôs empréstimos significativos a um único cliente, contribuindo para queda de executivos e motivando o programa de reestruturação que segue em curso.
A crise teve reflexo nos resultados: a lucratividade ficou pressionada pela reformulação, e a captação de novos recursos desacelerou nos primeiros quatro meses do ano. Em maio, a instituição manteve a projeção de lucro substancialmente maior para o primeiro semestre de 2026.
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