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Petróleo em alta impulsiona bons retornos de fundos soberanos

Junção de lições da Noruega sobre governança e foco de longo prazo orienta fundos soberanos, enquanto Brasil avalia transparência do Fundo Social do pré-sal

Plataforma de Petróleo na Arábia Saudita: a alta nos preços por causa de guerras encorpou muitos fundos
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  • Fundos soberanos globais ampliaram seu valor total, pulando de 7,5 trilhões para quase 16 trilhões de dólares desde 2018, com peso relevante em mercados de capitais mundiais, como o Fundo Global de Pensões da Noruega (GPFG), que administra dois trilhões de dólares.
  • Exemplos de sucesso incluem Temasek, Mubadala e o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF); Canadá criou um fundo para investir em energia, infraestrutura, mineração, agricultura e tecnologia.
  • No Brasil, o Fundo Social do pré-sal atua desde 2010, mas tem problemas de transparência; estima-se que tenha recebido 30 bilhões de reais em dois mil e vinte e cinco, com o mandato expandido para áreas como educação, saúde e meio ambiente; há proposta para usar o FS em linha de crédito a ruralistas afetados por clima.
  • Lições da experiência norueguesa: objetivo claro de longo prazo, investimento fora do país para evitar impactos internos e governança com o Ministério das Finanças delegando a gestão ao Banco Central, mantendo distância da política.
  • Debate sobre ética e eficiência: fundos estatais variam em modelo e objetivos; há Conselho de Ética independente, revisões em curso e incertezas sobre se a intervenção estatal melhora ou não a alocação de capital.

Poupar vale a pena quando há clareza sobre como usar os rendimentos. Os fundos soberanos cresceram nos últimos anos, chegando a quase 16 trilhões de dólares, segundo especialistas. O seu peso nos mercados globais aumentou consideravelmente.

O Fundo Global de Pensões da Noruega (GPFG), administrado pelo NBIM, é referência pela transparência. Gestão Petra de 2 trilhões de dólares, com 1,5% das ações listadas no mundo. Outros fundos, como Temasek e Mubadala, ganharam visibilidade em setores estratégicos.

Origens, objetivos e modelos

O FsNorueguês investe fora do país para evitar impactos internos. O objetivo central é transformar receitas de petróleo em poupança de longo prazo, com retorno estável. A regra fiscal limita gastos ao retorno real do fundo, em média 3% ao ano.

O interesse por fundos estratégicos cresceu na Ásia e no Oriente Médio. China Investment Corporation investe no exterior e sustenta a internacionalização de empresas chinesas. Em alguns países desenvolvidos, fundos passam a ter papel mais ativo na política industrial.

Brasil em perspectiva

No Brasil, o Fundo Soberano criado em 2008 foi extinto em 2018, por usar rombos fiscais. Já o Fundo Social do pré-sal, criado em 2010, opera hoje, mas tem transparência questionada. Parte dos recursos vai para educação, cultura, saúde e tecnologia, com expansão recente para habitação e agricultura.

A gestão do FS envolve debates sobre uso de recursos para áreas públicas. Um projeto tramita no Congresso para abrir linha de crédito a ruralistas afetados por eventos climáticos, o que é visto como desvio de finalidade por críticos.

Lições internacionais

Especialistas destacam três lições da Noruega: objetivo claro, governança independente com distância da política, e regras fiscais estáveis. A experiência mostra que investimentos dentro de padrões éticos e de transparência ajudam a manter a confiança de investidores e do público.

O debate sobre ética e retorno envolve um Conselho de Ética independente que orienta quais empresas não entram na carteira. O governo analisa ajustes à estrutura do fundo para outubro, mantendo o foco em investimentos globais, com cerca de 7 mil empresas na carteira.

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