- Mais de duas centenas e cinquenta grandes empregadores britânicos assinaram a ofensiva Get Britain Working para reduzir o desemprego associado a doenças de longo prazo.
- O grupo vai acompanhar afastamentos por doença, retorno ao trabalho e participação de pessoas com deficiência, tornando a saúde no trabalho visível pela primeira vez.
- Empresas participantes incluem British Airways, Tesco, Royal Mail, além de Sainsbury’s, EDF Energy e Currys; também envolvem dez autoridades municipais, incluindo Londres e Manchester.
- O fundador e ex-chair do John Lewis, Sir Charlie Mayfield, ressaltou que muitos trabalhadores recebem pouca ou nenhuma contato da empresa durante o afastamento, por falha de comunicação, não por maldade.
- A iniciativa é anunciada em meio a pressões para reduzir o gasto com bem-estar social, estimado em “bilhões” de libras, com a promessa de contribuir para o crescimento econômico ao recuperar pessoas fora do mercado de trabalho por questões de saúde.
O ex-presidente da John Lewis, Sir Charlie Mayfield, afirma que enfrentar o desemprego associado à doença de longo prazo pode liberar um crescimento econômico “escondido à vista de todos”. Ele lidera a força-tarefa Get Britain Working, lançada para reduzir afastamentos por doença e incentivar o retorno ao trabalho.
Mais de 250 grandes empregadores do Reino Unido, entre eles British Airways, Tesco, Royal Mail e vários departamentos do governo, aderiram à iniciativa. O objetivo é medir ausências por doença, resultados de retorno ao trabalho e participação de pessoas com deficiência.
A iniciativa pretende tornar o desempenho de saúde no trabalho visível pela primeira vez. Grandes empresas como Sainsbury’s, EDF Energy e Currys já participam, assim como 10 autoridades metropolitanas, incluindo Londres e Manchester.
Mayfield afirma que muitos empregados recebem alta médica sem ter contato com o empregador, não por má-fé, mas devido a um problema de comunicação atual entre empresas e trabalhadores. A atuação visa melhorar esse diálogo.
A proposta surge em meio a pressões sobre o governo para reduzir o gasto com assistência social, liberando recursos para outras áreas. O governo indicou que a despesa com bem‑estar social representa parte expressiva do orçamento anual.
Mayfield sustenta que resolver problemas na base pode contribuir para tornar a economia mais eficiente para empregadores, trabalhadores e o contribuinte. O objetivo não é vencer uma parte em detrimento da outra.
Ele indica que é possível reconduzir pessoas ao mercado de trabalho sem custos adicionais como novas imigrantes ou construção de moradias. A estratégia é apresentada como expansão de capacidade produtiva já existente.
O ex-presidente da John Lewis sugeriu que, se a adesão de lideranças públicas ocorrer, o apoio político poderia aumentar a viabilidade do plano. A narrativa ressalta que o crescimento pode ocorrer sem medidas extremas ou cortes.
Segundo Mayfield, colocar de volta ao trabalho pessoas afastadas por doença seria uma forma simples de ampliar a força de trabalho. A iniciativa busca eficiência econômica sem depender de mudanças estruturais rápidas.
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