- O Banco Central deve abrir novo concurso com 140 vagas, sendo 120 para analistas e 20 para procuradores, conforme apuração da Folha de S.Paulo.
- A ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, informou à Advocacia-Geral da União sobre a liberação das vagas destinadas à carreira de procurador, etapa exigida para cargos jurídicos.
- A autorização para os postos de analista deve ser anunciada nos próximos dias, com parte dos aprovados atuando na supervisão bancária após posse.
- O BC havia pedido autorização para 560 vagas no total (410 analistas, 110 técnicos e 40 procuradores), número que ficou abaixo do autorizado.
- A CVM deverá ganhar cerca de 50 novos técnicos, em meio a críticas sobre a atuação em investigações relacionadas ao Banco Master, enquanto o BC defende a PEC 65/2023 para ampliar sua autonomia administrativa, financeira e orçamentária.
O Banco Central deve abrir um novo concurso público para reforçar o quadro de servidores, em meio ao debate sobre a fiscalização do sistema financeiro após o caso Banco Master. A iniciativa envolve o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) e está em estágio de autorização.
Segundo a apuração da Folha de S.Paulo, o MGI prepara a liberação de 140 vagas, sendo 120 para analistas e 20 para procuradores. A ministra Esther Dweck informou à AGU sobre a liberação das vagas destinadas à carreira de procurador.
A expectativa é de que o anúncio de autorização para analistas ocorra nos próximos dias. Após a posse, parte dos aprovados poderá atuar na supervisão bancária, área crítica para a instituição.
Demanda inicial do BC e cenário de carreira pública
O BC havia solicitado autorização para 560 cargos, com 410 analistas, 110 técnicos e 40 procuradores. A ampliação visa compensar aposentadorias e a defasagem provocada pela suspensão de concursos.
A CVM também deverá ampliar seu quadro, com cerca de 50 novos técnicos. A autarquia enfrenta questionamentos sobre investigações ligadas ao Banco Master e à atuação de fundos de investimento.
Autonomia institucional e divergências internas
Paralelamente, o BC defende a aprovação da PEC 65/2023, que amplia autonomia administrativa, financeira e orçamentária. A matéria já foi aprovada na CCJ do Senado e aguarda plenário.
Dentro do governo, há divergências sobre o texto, com resistência de parte do Ministério da Fazenda. A discussão afeta a percepção de setores sobre capacidade de gestão de pessoal e orçamento.
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