- Em 2026, a Ryanair planeja cortar 3 milhões de assentos e abandonar até 90 rotas na Europa, citando regulações ambientais e altas taxas aeroportuárias.
- A razão principal é o aumento de custos regulatórios e monopólios em aeroportos, com o ETS da União Europeia elevando o preço do carbono.
- O Sistema de Comércio de Emissões cria um mercado de carbono onde a queda na oferta de licenças eleva custos, repassados aos passageiros.
- Monopólios aeroportuários, muitas vezes com proteção estatal, elevam taxas de embarque e uso de pistas, tornando rotas de baixo custo inviáveis.
- As consequências incluem impacto econômico regional, como perda de até 160 milhões de euros por ano nos Açores, e migração de operações para países mais liberais como Itália, Grécia, Hungria e Marrocos.
Em 2026, a Ryanair planeja reduzir em cerca de 3 milhões o total de assentos e abandonar até 90 rotas na Europa. A medida busca adequar o modelo de passagens baratas a custos crescentes, segundo a empresa.
A decisão envolve a própria Ryanair e os reguladores europeus. A data de implementação prevista é 2026, com efeitos diretos sobre serviços e disponibilidade de voos na região.
O principal motivo é o efeito combinado de regulações ambientais mais rígidas e estruturas de cobrança nos aeroportos. Taxas elevadas e menos concorrência influenciam o custo total por voo.
Sistema de Comércio de Emissões da UE
O ETS, como é conhecido, estabelece um teto de poluição que diminui ao longo do tempo. Licenças de emissão devem ser adquiridas pelas empresas, elevando o custo por tonelada de carbono e, por consequência, o preço dos bilhetes.
Monopólios aeroportuários e custos operacionais
Em diversos países europeus, uma única empresa controla boa parte dos aeroportos. Esses operadores costumam ampliar taxas sem competição eficaz, prejudicando rotas de baixo custo que dependem de margens estreitas para se manterem.
Consequências para regiões afetadas
Nos Açores, a saída da Ryanair em março de 2026 pode representar perda de até 160 milhões de euros anuais. O turismo, hotéis e restaurantes devem sofrer impactos, com possível recuo do PIB regional.
Movimentação de operações e destinos
Empresas aéreas têm transferido operações para países mais atrativos para a aviação, como Itália, Grécia, Hungria e Marrocos. Incentivos, redução de impostos e menor pressão de monopólios ajudam a explicar o deslocamento.
Conteúdo produzido a partir de apuração da Gazeta do Povo. Para aprofundar o tema, leia a reportagem completa.
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