- O milionário checo Michal Strnad negocia a compra de 14% da Pirelli junto ao grupo estatal Sinochem Holdings, que hoje detém 34,1% da empresa.
- A operação poderia reduzir a influência chinesa na Pirelli, elevando a participação chinesa para cerca de 20%.
- O valor da transação é de pouco mais de 1.000 milhões de euros, o que exigiria aprovação regulatória internacional, incluindo Beijing.
- O governo italiano já utilizou poderes especiais para limitar a participação da Sinochem na Pirelli, com mudanças recentes no conselho e na gestão da empresa.
- O principal obstáculo é a aprovação regulatória da Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais da China; o fechamento mais cedo possível apontado é no fim de julho.
Michal Strnad, empresário-checo, negocia comprar 14% da Pirelli junto à Sinochem Holdings, acionista estatal que detém 34,1% do grupo. A operação visa reduzir a influência chinesa na fabricante italiana de pneus, dizem fontes familiares ao tema.
As tratativas estão em curso com a Sinochem, e, se fechar, a participação chinesa na Pirelli ficaria em torno de 20%. A transação exigiria aprovações regulatórias e autorização de Pequim, segundo as mesmas fontes.
As ações de Pirelli chegaram a subir até 4% em Milão, ajudando o papel no ano. O governo italiano usa o poder de golden power para limitar a participação da Sinochem enquanto durar a influência above 9,99%.
Contexto regulatório e governança
O governo italiano limitou a participação e direitos da Sinochem, incluindo representação no conselho. A reconfiguração recente da diretoria manteve Marco Tronchetti Provera como CEO, em meio a objeções da parte chinesa.
Um obstáculo importante é a aprovação da Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais da China. O calendário inicial aponta para o final de julho, dependendo de aprovação regulatória e de avaliação de preço.
Dinâmica de acionistas e timeline
Caso avancem, Strnad entraria como acionista europeu destacado, reforçando a natureza do controle acionário na empresa italiana. A possível operação também envolve avaliação de uma prima sobre o preço das ações, conforme discutido entre as partes.
Pavel Tykac, outro empresário-checo citado anteriormente, não participa mais da negociação, segundo fontes. A Sev.en Global Investments não comentou o assunto.
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