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Produção industrial cai 0,2% em maio e registra primeira queda do ano

Produção industrial cai 0,2% em maio, primeira queda do ano, abaixo da expectativa de alta de 0,3%, puxada por petróleo e indústria extrativa

Créditos: depositphotos.com / microolga
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  • Produção industrial caiu 0,2% em maio ante abril, o primeiro resultado negativo do ano, conforme dados do IBGE.
  • O resultado ficou aquém da expectativa do mercado, que apontava alta de 0,3%.
  • Em relação a maio de 2025, a indústria avançou 0,2%, abaixo do consenso de 1,3%.
  • Derivados de petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e indústria extrativa (-2,6%) puxaram a queda; bens de capital também recuaram (-0,2%).
  • Entre os destaques positivos, farmacêuticos (+13,1%), veículos (+4,1%), químicos (+3,1%) e bens de consumo duráveis (+3,6%).
  • No acumulado do ano, a indústria cresce 1,4%; em doze meses, alta de 0,4%. Abril teve leitura revisada para +0,7%.

A produção industrial brasileira caiu 0,2% em maio na comparação com abril, sendo o primeiro resultado negativo do ano. O dado, divulgado pelo IBGE, veio abaixo da expectativa do mercado, que aguardava alta de 0,3%. O recuo aponta perda de fôlego da indústria em um cenário de juros elevados e crédito caro.

Na comparação com maio de 2023, a indústria avançou apenas 0,2%, bem aquém do consenso de 1,3%. O resultado reflete demanda mais seletiva de consumidores e empresas, além de um ambiente macroeconômico desafiador para o setor.

Entre os setores, a queda foi puxada por derivados de petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e pela indústria extrativa (-2,6%). Também houve baixa em alimentos, têxteis e equipamentos de informática; bens de capital recuaram 0,2%.

Por outro lado, alguns segmentos tiveram alta. Produtos farmacêuticos subiram 13,1%, veículos 4,1% e produtos químicos cresceram 3,1%. Entre as categorias, bens de consumo duráveis avançaram 3,6%.

No acumulado do ano, a indústria registra alta de 1,4%. Em 12 meses, o ganho acumulado é de 0,4%. O IBGE também revisou a leitura de abril para crescimento de 0,7%. A leitura confirma uma atuação ainda irregular do setor.

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