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Brasil alcança cota de exportação de carne para a China

Frigoríficos brasileiros atingem a cota de exportação de carne para a China, interrompendo embarques sem tarifa; excedente passa a ter sobretaxa de 55%

Frigorífico da JB em Santana de Parnaíba, em São Paulo
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  • Frigoríficos brasileiros atingiram a cota de exportação de carne para a China, encerrando o volume sem tarifa adicional em 1,106 milhão de toneladas até 30 de junho.
  • Com a cota esgotada, o Brasil deve parar de exportar até que a China compre com a sobretaxa de 55% sobre o excedente.
  • Em junho, o país enviou 158,36 mil toneladas de carne bovina para a China, correspondente a 14,32% da cota total anunciada para o ano.
  • A consultoria aponta lentidão da China em emitir alertas de preenchimento da cota, o que pode ser explicado por gargalos de internalização.
  • O mercado volta o olhar para as exportações de julho e para динамиca com outros compradores, como Estados Unidos, Hong Kong, Uruguai e Argentina.

O Brasil atingiu neste fim de semana a cota de exportação de carne para a China de forma integral. Frigoríficos brasileiros não devem mais enviar carne à China sem tarifa adicional até que o país asiático decida aplicar uma cobrança de compra do produto. O marco foi calculado com base nos embarques oficiais.

A avaliação é da Safras & Mercado, que utiliza dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Entre janeiro e 30 de junho, o Brasil exportou 100,06% da proteína animal prevista para o mercado chinês, limitado a 1,106 milhão de toneladas sem tarifa extra.

Esse volume aponta para um ritmo abaixo do histórico recente de vendas ao principal destino da carne brasileira, elevando o alerta sobre o possível esgotamento antecipado da cota ao longo do ano. Com o esgotamento, a China pode impor uma sobretaxa de 55% sobre o excedente.

Caso a China volte a comprar carne brasileira, a sobretaxa de 55% passa a valer sobre o que exceder a cota, tornando as exportações menos competitivas e levando frigoríficos a considerar redirecionar parte da produção para outros mercados. Em junho, o volume exportado atingiu 158,36 mil toneladas.

Esse desempenho de junho foi visto como satisfatório pela consultoria, impulsionado pela demanda chinesa. O mês representou 14,32% da cota total disponível na virada de ano, levando em conta também o saldo do último bimestre de 2025.

O relatório destaca ainda a lentidão das autoridades chinesas em emitir alertas de preenchimento da cota para o Brasil. Atingir 50% da cota já ocorreu, mas o gatilho de 80% não foi acionado até o momento, apesar do ritmo acelerado de vendas em abril e maio. A explicação apontada são gargalos administrativos na internalização do produto.

Agora, o foco do mercado recai sobre as exportações de julho para entender a dinâmica de embarques de carne bovina do Brasil. Além da China, clientes como Estados Unidos, Hong Kong, Uruguai e Argentina aparecem na pauta, com a demanda norte-americana crescendo e outros países próximos de esgotar suas cotas.

A Safras & Mercado ainda aponta que a demanda global caminha para ajustes nas cotas, com a Austrália próximo de esgotar a sua. O cenário indica maior volatilidade para o comércio de carne bovina brasileiro nos próximos meses, especialmente sem a continuidade de compras chinesas.

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