- A pesquisa da Mastercard com trezentos e trinta e dois gestores mostra que a segurança digital deixou de ser custo e passou a prioridade estratégica, com setenta por cento das PMEs da América Latina dependentes de pagamentos digitais para operar.
- O número de PMEs com área dedicada à cibersegurança subiu de vinte e três por cento em 2022 para sessenta e seis por cento em 2025, indicando maior maturidade na gestão de riscos.
- Em orçamento, quarenta e dois por cento das pequenas empresas e cinquenta e sete por cento das médias atribuem notas máximas de prioridade à cibersegurança; treze por cento e dezoito por cento destinam mais de vinte por cento dos recursos anuais.
- Na governança, sessenta e nove por cento das pequenas empresas e sessenta por cento das médias já adotaram políticas para todos os funcionários, mas apenas quarenta e um por cento e trinta e cinco por cento oferecem treinamento integral.
- Planos de resposta e testes: sessenta e três por cento das pequenas empresas e sessenta e sete por cento das médias realizam simulações de ataques; setenta e sete por cento das pequenas empresas e oitenta e cinco por cento das médias já contam com um plano de resposta a incidentes.
A segurança digital deixou de ser vista apenas como custo e passa a ser prioridade estratégica para PMEs na América Latina. Segundo estudo da Mastercard, 70% das PMEs dependem de pagamentos digitais, elevando a proteção de dados a elemento-chave de crescimento e confiança do consumidor.
Leon Gottlieb, vice-presidente de PMEs da Mastercard, aponta que a cibersegurança se tornou pilar essencial para continuidade, saúde e credibilidade dos negócios. O Barômetro da Segurança Digital 2025 mostra avanço de 23% para 66% na presença de uma área dedicada ao tema entre PMEs desde 2022 a 2025.
A análise revela que a cibersegurança alcançou prioridade orçamentária máxima para 42% das pequenas empresas e para 57% das médias. Além disso, 13% dos pequenos negócios e 18% das médias destinam mais de 20% de seus recursos anuais ao tema.
Avanços e ritmo
Os números indicam mudança de mentalidade, com a segurança digital deixando de ser custo para se tornar investimento estratégico, segundo Gottlieb. O estudo envolveu 332 gestores de tecnologia de empresas de varejo, tecnologia/telecomunicações, financeiro/seguros, saúde e educação, em nível nacional.
Entre as PMEs, 69% das pequenas e 60% das médias já implementaram políticas de cibersegurança para todos os funcionários. Ainda assim, apenas 41% das pequenas e 35% das médias oferecem treinamento completo às equipes.
O levantamento aponta também maior maturidade na governança: 63% das pequenas e 67% das médias já realizam simulações de ataques ou vazamentos, reforçando a proatividade frente aos riscos.
Planos e ações
A realidade atual mostra que 77% das pequenas e 85% das médias dispõem de um plano de resposta a incidentes cibernéticos. Contudo, parte relevante das organizações ainda atua de forma reativa, diante de demandas do cotidiano.
Para Gottlieb, o próximo passo é transformar a gestão de segurança em prática preventiva, fortalecendo uma cultura de prevenção e capacitando equipes para agir de forma proativa.
Os resultados indicam que a evolução da cibersegurança nas PMEs envolve organização interna, investimentos e treinamentos, buscando reduzir vulnerabilidades humanas e fortalecer a continuidade operacional.
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