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Como brasileiros se tornaram o novo foco de cruzeiros fluviais europeus

Demanda brasileira leva AmaWaterways a lançar o AmaBrasil com atendimento em português no Danúbio e Reno, como destaque do maior plano de expansão da empresa

O AmaMagna, navio de largura dupla da AmaWaterways, navega pelo Danúbio em frente ao Parlamento húngaro, em Budapeste.
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  • Brasileiros passaram a ser foco da AmaWaterways com o lançamento do AmaBrasil, serviço em português no Danúbio e no Reno.
  • A demanda brasileira cresceu cerca de trinta e três por cento entre dois mil e vinte e quatro e dois mil e vinte e cinco, com guia e materiais em português no novo produto.
  • Há três saídas em quatro de dois mil e vinte e quatro, no formato city escapes, em Paris, Amsterdã e Estrasburgo; em dois mil e vinte e sete serão cinco saídas, incluindo opções para férias em família.
  • A empresa divulgou o maior plano de expansão da história: mais de cinquenta navios até dois mil e trinta e dois, com 15 novas embarcações na Europa e aumento de capacidade fora do continente, incluindo o Egito e o Sudeste Asiático.
  • O perfil do viajante brasileiro é de alto poder aquisitivo, preferindo viagens em família e com experiência mais personalizada; a AmaWaterways aponta que cerca de sessenta e cinco por cento dos hóspedes retornam com a marca.

A AmaWaterways anunciou o lançamento do AmaBrasil, uma operação com atendimento integral em português, impulsionada pela demanda de viajantes brasileiros. Os cruzeiros fluviais passam pelo Danúbio, de Viena a Budapeste, e pelo Reno, conectando Suíça, Alemanha, França e Holanda.

A CEO Catherine Powell descreveu que o formato funciona como um hotel flutuante que leva os hóspedes ao centro das cidades visitadas. Com 150 hóspedes em média, os navios navegam à noite e atracam pela manhã, com tudo incluído, desde refeições a excursões guiadas e Wi-Fi.

O projeto atende à intenção de manter a experiência localizada e facilitar a comunicação. No AmaBrasil, guias, materiais e parte do entretenimento serão em português, reduzindo a barreira linguística para o público nacional.

Além dos roteiros em língua portuguesa, a empresa detalha o maior plano de expansão da história: mais de 50 navios até 2032, com 15 novas embarcações na Europa e crescimento relevante fora do continente. A meta inclui reforço na África e na Ásia, expandindo operações já existentes.

Entre os lançamentos, está o AmaGaia, quarto navio no Douro, com estreia prevista para 2028. O vale do Douro é destacado pela CEO como um dos cenários mais belos da Europa, com vinhedos íngremes e boa gastronomia.

A expansão também prevê o AmaNubia no Nilo, em setembro de 2026, e um segundo navio no Mekong, na Ásia. Em território sul-americano, a companhia opera o AmaMelodía no rio Magdalena, na Colômbia, reconhecido entre os melhores cruzeiros fluviais.

A empresa confirmou aporte inicial de investimento por meio da L Catterton, ligado ao grupo de luxo LVMH, fortalecendo a estratégia de crescimento internacional. Powell reforçou a continuidade de avaliações para novas rotas na região.

Para a executiva, a viagem mais marcante foi uma travessia pelo Egito, seguida da Jordânia, com membros da família entre os 22 e os 84 anos. O episódio ilustra o perfil do turista-alvo, que a AmaWaterways pretende manter em alta com a nova oferta em português.

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