- A Casa da Moeda do Brasil registrou prejuízo de R$ 63,5 milhões desde o ano passado devido à queda na produção de cédulas, vinculada ao contrato com o Banco Central.
- A redução ocorre em um momento de crescimento dos meios digitais de pagamento, como o Pix.
- O Sindicato Nacional dos Trabalhadores afirma que a gestão desarticula iniciativas que poderiam ampliar receitas e fortalecer contratos, internos e no exterior.
- A entidade cita a perda do contrato com a Argentina e aponta que projetos de rastreabilidade, certificação e controle fiscal têm ficado de lado.
- Em junho houve greve por tempo indeterminado, e o sindicato cobra do governo uma estratégia clara de fortalecimento da empresa e geração de receitas.
A Casa da Moeda do Brasil (CMB) registrou perda de cerca de R$ 63 milhões no último ano, decorrente da queda na produção de papel-moeda. A retração está vinculada ao contrato com o Banco Central, representando em média uma variação de 7,5%.
A reportagem apurou que o movimento causa preocupação entre trabalhadores e sindicato. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da empresa pública aponta desarticulação de iniciativas capazes de elevar receitas e ampliar atuação da estatal.
O vice-presidente da entidade, Roni Oliveira, afirma que projetos estratégicos seguem em baixa e que a direção não tem defendido com firmeza ações para fortalecer a empresa.
Segundo o sindicato, a produção de cédulas, principal atividade da CMB, é influenciada pela expansão de meios digitais de pagamento, como o Pix, o que reduz a demanda por papel-moeda.
Em junho, os trabalhadores aprovaram greve por tempo indeterminado em protesto contra medidas da gestão da estatal. A greve sinaliza cobrança por estratégia clara de fortalecimento financeiro.
O movimento sindical defende que o governo federal exija da administração atual um plano para ampliar mercados, firmar contratos e gerar novas receitas, tanto no Brasil quanto no exterior.
Contexto e perspectivas
A entidade mencionou a Argentina como exemplo de oportunidades perdidas para ampliar o alcance da CMB em áreas como rastreabilidade, certificação e controle fiscal. A direção é acusada de deixar de debater projetos relevantes.
O objetivo do sindicato é que a estatal reconquiste competitividade diante da retração do papel-moeda, com foco em novas áreas de atuação e em contratos que possam sustentar a empresa no longo prazo.
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