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Parceria entre camisaria francesa e Chanel ganha destaque

Chanel adquire Charvet, mantendo o diálogo criativo iniciado há mais de cem anos, com desfile de camisas e preservação do savoir-faire

Após venda para a Chanel, Charvet, camisaria francesa bicentenária, que vestia o grande affair da vida de Coco, passa a aparecer também nas passarelas da marca.
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  • Chanel anunciou a compra da Charvet, camisaria francesa fundada em 1838 e considerada a mais antiga do mundo ainda em atividade.
  • A Charvet fica na Place Vendôme, em Paris, e já vestiu nomes como Winston Churchill, Marcel Proust e Jean Cocteau.
  • A aquisição reforça um “diálogo criativo” iniciado há mais de cem anos entre Chanel e Charvet, ligado às camisas usadas por Coco Chanel e por Arthur “Boy” Capel.
  • O diretor criativo Matthieu Blazy convidou a Charvet para produzir peças de desfile, incluindo camisas com uma corrente discreta na barra.
  • A Chanel afirma que vai preservar o savoir-faire, os ateliês e a sede histórica da Charvet.

A Chanel anunciou a compra da Charvet, camisaria francesa histórica fundada em 1838 e considerada a mais antiga do mundo ainda em atividade. A transação ocorreu em meio a perto de 200 anos de tradição, com sede na Place Vendôme, em Paris. A operação vem para consolidar uma relação que já era marcada pela proximidade criativa entre as duas casas.

Ao longo de quase dois séculos, a Charvet vestiu figuras de destaque como Winston Churchill, Marcel Proust e Jean Cocteau. A aquisição mantém o foco na ligação pessoal entre Coco Chanel e a Charvet, que remonta aos tempos em que Chanel comprava camisas para o magnata britânico Arthur Capel, conhecido como Boy Capel.

Diálogo criativo entre marcas

A aquisição é apresentada pela Chanel como a continuidade de um diálogo criativo iniciado por uma camisa. Matheus Blazy, atual diretor criativo da Chanel, convidou a Charvet para produzir peças para o seu desfile de estreia. As camisas, com uma corrente discreta da maison na barra, ganharam visibilidade entre celebridades.

Entre os nomes que usaram as peças estão Nicole Kidman e Jacob Elordi, reforçando o impacto fashion do acordo. A Chanel informou que pretende preservar o savoir-faire, os ateliês e a sede histórica da Charvet, assegurando a continuidade da produção e do legado da camisaria.

O que muda para o público

A operação não envolve apenas questões empresariais: é uma formalização de uma relação histórica que añade valor às duas casas. A Charvet, instalada na capital francesa, mantém sua tradição de alfaiataria de camisas premium, enquanto a Chanel reforça sua conexão com a herança artesanal.

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