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Audiência discute expectativas sobre tarifas nos EUA, explica professor

Audiência pública nos EUA discute tarifas de 25% sobre itens brasileiros, com foco em bens industriais e impactos em máquinas e metalurgia

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  • Audiência pública nos EUA, marcada para segunda-feira (6), discutirá tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
  • O professor José Niemeyer destaca três setores exportados pelo Brasil: dianteiro do boi, óleos combustíveis e aviões da Embraer.
  • As tarifas devem recair principalmente sobre bens industriais e intermediários, como máquinas, equipamentos, óleos combustíveis e produtos metalúrgicos; os primários e os aviões não seriam o foco principal.
  • A estratégia de Donald Trump envolve ganhos eleitorais com trabalhadores dos setores primário e secundário, influenciando as decisões antes das eleições de novembro.
  • O Brasil busca mercados alternativos, mas a substituição é mais viável para produtos primários do que para bens industriais, como máquinas e equipamentos.

Nos Estados Unidos, uma audiência pública está marcada para segunda-feira, 6, para discutir tarifas de 25% impostas sobre produtos brasileiros. A discussão envolve o governo americano e setores industriais, com avaliação de impactos para a economia brasileira e norte-americana. O objetivo é entender as possíveis reações de mercados e consumidores.

O professor de Relações Internacionais do Ibmec-RJ, José Niemeyer, analisa os impactos em conversa com o Agora CNN. Ele aponta quais categorias de produtos exportados pelo Brasil podem sofrer maior peso dessas tarifas e como isso pode influenciar cadeias produtivas nos EUA.

Niemeyer destaca três tipos de produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. O dianteiro do boi, utilizado na fabricação de hambúrgueres, pode ter preço maior se a demanda reduzir. Óleos combustíveis entram como fatores de produção em cadeias industriais americanas. Por fim, o avião da Embraer é citado como item industrializado com provável menor incidência inicial.

Para o especialista, o foco das tarifas deve recair sobre bens intermediários e industriais, como máquinas, equipamentos, óleos e produtos metalúrgicos. A hipótese é que a administração Trump vise favorecer setores produtivos nos EUA, ampliando custos para importações desses itens.

Os produtos primários, como o dianteiro do boi, devem sofrer menos taxação por impacto indireto na inflação e na alimentação dos americanos. Já os aviões da Embraer seriam menos atingidos pelas medidas, segundo a análise.

A estratégia de Washington estaria ligada a uma agenda eleitoral voltada aos trabalhadores dos setores primário e secundário. A avaliação também reforça que as eleições de novembro, definidoras da Câmara e do Senado, podem influenciar as decisões sobre tarifas.

Brasil busca mercados alternativos, mas o desafio é maior para bens industriais. Segundo Niemeyer, o país já ampliou exportações para Singapura, Malásia, Filipinas, Índia e China em resposta a medidas anteriores. No entanto, substituição de mercado é mais viável para produtos primários do que para máquinas e equipamentos.

Três agendas centrais do governo americano, segundo o professor, orientam as ações: segurança internacional, recuperação econômica doméstica e controle da imigração. Niemeyer ressalta que a relação entre essas frentes é dinâmica e que acompanhar os desdobramentos da audiência é essencial para entender futuros desfechos.

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