- Entre janeiro e maio de 2026, o comércio entre Brasil e Noruega somou US$ 874,4 milhões, com exportações de US$ 504,9 milhões e importações de US$ 369,4 milhões, gerando superávit de US$ 135,5 milhões para o Brasil.
- Os adubos e fertilizantes químicos importados do país europeu representam 15,3% da pauta de importação brasileira, sendo o segundo item mais adquirido, atrás apenas de instrumentos de medição.
- Em 2026, os fertilizantes lideram as compras do Brasil, totalizando US$ 13,4 bilhões, destacando a dependência de insumos externos para a agricultura brasileira.
- A Noruega tem papel relevante na cadeia de suprimentos do agronegócio brasileiro, mantendo fornecimento de fertilizantes ao longo da última década, acompanhando variações de preço e demanda.
- A parceria Brasil–Noruega pode se fortalecer com o acordo entre Mercosul e Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), que prevê tarifas reduzidas, procedimentos alfandegários simplificados e cotas de exportação isentas de impostos.
A parceria entre Brasil e Noruega ganha peso no agronegócio brasileiro, mesmo em meio ao interesse esportivo entre as seleções. Entre janeiro e maio de 2026, o comércio entre os dois países somou US$ 874,4 milhões, com destaque para fertilizantes no lado norueguês.
Do lado brasileiro, as exportações chegaram a US$ 504,9 milhões, enquanto as importações de insumos da Noruega somaram US$ 369,4 milhões. O saldo foi positivo para o Brasil, em US$ 135,5 milhões. Os fertilizantes respondem por 15,3% das importações brasileiras da Noruega.
A relevância dos insumos fica ainda mais evidente diante da dependência brasileira de fertilizantes importados, que atingem cerca de 85% do consumo nacional. Esse cenário motiva constantes buscas por diversificação entre fornecedores.
Acordo Mercosul-EFTA: possível impulso para o agronegócio
O acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA pode ampliar o acesso a mercados para o agronegócio brasileiro, com reduções de tarifas e simplificação de procedimentos. A expectativa é ampliar exportações de carnes, café, soja, milho e frutas para a Europa, além de facilitar o comércio de produtos industriais.
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