- O PDE 2035, aprovado pelo governo, estima investimentos de R$ 3,5 trilhões no setor de energia na próxima década, sendo R$ 2,8 trilhões destinados ao petróleo e gás natural.
- A exploração e produção de petróleo e gás ficará com 74% dos investimentos em energia até 2035, ou seja, cerca de R$ 2,6 trilhões, enquanto a matriz elétrica terá R$ 596 bilhões.
- Na matriz elétrica, estão previstas fatias de investimento de R$ 38 bilhões em baterias, R$ 79 bilhões em energia eólica, R$ 54 bilhões em hidráulica, R$ 36 bilhões em solar e R$ 115 bilhões em biocombustíveis; a transmissão receberá R$ 117 bilhões.
- MMGD (micro e minigeração distribuída) devem receber R$ 106 bilhões, com capacidade de 78 GW até 2035, representando 21,8% da matriz elétrica nacional.
- O PDE projeta armazenamento entre 6 e 7 GW de capacidade até 2035, com início previsto na rede a partir de 2028; a capacidade total de geração elétrica deve subir de 255 GW para cerca de 367 GW em 2035, e o consumo médio de energia crescerá cerca de 3,3% ao ano.
O novo Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, publicado pelo governo, projeta investimentos de 3,5 trilhões de reais no setor nos próximos dez anos. Desses, 2,8 trilhões devem financiar o segmento de petróleo e gás natural, segundo o documento elaborado pela EPE.
A exploração e produção de petróleo e gás deve concentrar 74% dos investimentos em energia até 2035, totalizando 2,6 trilhões de reais. A matriz elétrica receberá 596 bilhões, mantendo entre 88% e 94% de renovabilidade ao longo do período.
Para a geração elétrica, o PDE aponta avanços em fontes renováveis e aponta um aporte de 117 bilhões em transmissão, considerados gargalo por agentes do setor. A expectativa é expandir a capacidade instalada de 255 GW para cerca de 367 GW até 2035.
No âmbito da geração distribuída, o PDE estima 106 bilhões de reais em MMGD, com a meta de alcançar 78 GW até 2035, respondendo por 21,8% da matriz elétrica. A expansão ocorre principalmente em solar e eólica instalados em residências, comércios e indústrias.
Em relação ao armazenamento de energia, o plano prevê 6 a 7 GW de capacidade instalada até 2035, com entrada na rede a partir de 2028. O PDE destaca o papel das baterias como elemento de flexibilidade para o SIN e para reduzir gargalos sazonais de oferta.
O PDE também projeta crescimento do consumo de eletricidade, com aumento médio anual de 3,3% nos próximos 10 anos. O estudo aponta incremento na demanda de data centers, que devem subir de 2,5 GW para 26,3 GW, impulsionados pela IA e digitalização.
A publicação foi divulgada no Diário Oficial da União em 2 de julho de 2026. A íntegra do PDE 2035 está disponível em formato PDF e aponta cenários para a oferta e a demanda de energia no Brasil até 2035. Fontes oficiais: EPE.
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