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Novo método reduz custos na produção da peça-chave do hidrogênio verde

Nova técnica reduz custos e tempo de fabricação do ânodo de titânio para hidrogênio verde, com óxidos de rutênio e manganês

Isabelle M.D. Gonzaga, pesquisadora de pós-doutorado do CINE
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  • Pesquisadores do Centro de Inovação em Novas Energias desenvolveram um método mais rápido e barato para fabricar o ânodo, peça-chave dos eletrolisadores usados na produção de hidrogênio verde.
  • O ânodo é feito com um substrato de titânio revestido por óxidos de rutênio e manganês, o que aumenta a atividade catalítica e a durabilidade do componente.
  • Técnicas de aquecimento alternativo, como micro-ondas e laser, reduziram o tempo de fabricação e o consumo de energia, diminuindo custos.
  • Os ânodos foram testados em condições PEM e em água do mar, com resultados promissores para aplicações em meio ácido e na presença desse recurso.
  • O estudo, realizado com a UFSCar e a Universidade Tiradentes, teve liderança do professor Elton Sitta e foi descrito na revista Electrochimica Acta em março.

Pesquisadores do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE) desenvolveram um método mais rápido e barato para fabricar uma peça-chave na produção de hidrogênio verde. O ânodo, feito de titânio com revestimento de óxidos de rutênio e manganês, promete aumentar a durabilidade e a eficiência dos eletrolisadores.

O estudo avaliou diferentes proporções de óxidos e três tratamentos térmicos distintos — forno convencional, micro-ondas e laser — para entender como cada opção afeta desempenho e propriedades do ânodo. Os resultados indicam que aquecimentos alternativos reduzem o tempo de fabricação e o consumo de energia.

Os experimentos mostraram que as técnicas de micro-ondas e laser geram ânodos mais ativos na etapa de liberação do oxigênio, o que pode reduzir custos na produção de hidrogênio. A equipe também apontou ganhos em durabilidade sob uso contínuo.

Os resultados foram descritos em março no periódico Electrochimica Acta, com a participação de pesquisadores da UFSCar e da Universidade Tiradentes (Unit), em Sergipe. A colaboração reuniu competências para abranger desde a preparação até a aplicação dos materiais.

O trabalho destaca a importância de métodos de aquecimento na síntese dos ânodos. Segundo Elton Sitta, da UFSCar e líder do estudo, o método influencia fortemente as propriedades estruturais e eletrocatalíticas das peças.

Em testes, os ânodos receberam avaliação em condições próximas aos eletrolisadores PEM e, posteriormente, em água do mar. A estratégia visa reduzir o consumo de água potável e ampliar a viabilidade em operações reais.

Os resultados indicam que os filmes obtidos por micro-ondas e laser apresentam bom desempenho em meio ácido e em água do mar, com potencial para aplicações futuras em hidrogênio verde. A parceria entre UFSCar e Unit reforça a força da pesquisa nacional.

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