O investimento estrangeiro direto no Brasil quase triplicou em junho e atingiu US$ 9,1 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central. No mesmo mês de 2025, esse volume havia sido de US$ 3,1 bilhões.
O resultado mostra que empresas e grupos estrangeiros aumentaram os aportes no país, seja para abrir novos negócios, ampliar operações já existentes ou reinvestir lucros obtidos no mercado brasileiro. Esse tipo de investimento costuma ser visto como um sinal de confiança na economia, já que envolve projetos de longo prazo.
O investimento estrangeiro direto no Brasil quase triplicou em junho e atingiu US$ 9,1 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central. No mesmo mês de 2025, esse volume havia sido de US$ 3,1 bilhões.
📈O resultado mostra que empresas e grupos estrangeiros aumentaram os aportes no país, seja para abrir novos negócios, ampliar operações já existentes ou reinvestir lucros obtidos no mercado brasileiro. Esse tipo de investimento costuma ser visto como um sinal de confiança na economia, já que envolve projetos de longo prazo.📈
Além do aumento do investimento estrangeiro, o Banco Central informou que o déficit das transações correntes — indicador que reúne a balança comercial, serviços e pagamentos de rendas ao exterior — caiu para US$ 2,3 bilhões em junho. Um ano antes, o déficit havia sido de US$ 5,2 bilhões.
No acumulado de 12 meses até junho, o déficit das contas externas somou US$ 61,4 bilhões, o equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos US$ 75,5 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Investimentos Diretos no País (IDP) | Fonte: Banco Central
O que significa investimento direto?
O chamado Investimento Direto no País (IDP) representa recursos aplicados por empresas ou investidores estrangeiros em atividades produtivas no Brasil. Diferentemente da compra de ações para especulação financeira, esses investimentos costumam estar ligados à construção de fábricas, expansão de unidades, aquisição de empresas ou reinvestimento dos lucros obtidos no país.
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Dos US$ 9,1 bilhões registrados em junho, US$ 8,4 bilhões foram destinados à participação no capital de empresas brasileiras. Desse total, US$ 4 bilhões corresponderam a novos aportes e US$ 4,4 bilhões vieram de lucros que empresas estrangeiras decidiram manter e reinvestir no Brasil, em vez de enviá-los para suas matrizes.
Outros US$ 700 milhões entraram por meio de operações financeiras entre empresas do mesmo grupo econômico.
Em 12 meses, o investimento estrangeiro direto alcançou US$ 89,3 bilhões, o equivalente a 3,58% do PIB, acima dos US$ 68,5 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Exportações batem recorde
Outro destaque do balanço foi o desempenho do comércio exterior. As exportações brasileiras alcançaram US$ 36,4 bilhões em junho, o maior valor já registrado para o mês na série histórica do Banco Central. O crescimento foi de 24,8% em relação a junho do ano passado.
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As importações também aumentaram, avançando 15,3% e totalizando US$ 27,6 bilhões.
Com isso, o superávit da balança comercial — diferença entre exportações e importações — subiu para US$ 8,8 bilhões, frente aos US$ 5,2 bilhões registrados em junho de 2025. O resultado ajudou a reduzir o déficit das contas externas.
Brasileiros gastaram mais no exterior
Por outro lado, a conta de serviços apresentou aumento do déficit, que passou de US$ 4,4 bilhões para US$ 5,1 bilhões.
Grande parte desse resultado foi influenciada pelos gastos com viagens internacionais. As despesas líquidas dos brasileiros no exterior chegaram a US$ 1,4 bilhão, alta de 21% na comparação anual.
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Os gastos de brasileiros fora do país cresceram quase 20%, enquanto as receitas geradas por turistas estrangeiros no Brasil avançaram 17,2%.
Também aumentaram as despesas com transporte internacional e serviços de tecnologia, como telecomunicações e computação.
Reservas internacionais recuam
O Banco Central informou ainda que as reservas internacionais encerraram junho em US$ 367,6 bilhões, uma redução de US$ 3,6 bilhões em relação ao mês anterior.
Segundo a autoridade monetária, a queda foi provocada principalmente pela valorização do dólar frente a outras moedas que compõem as reservas e por operações de venda de moeda estrangeira realizadas pelo BC. Mesmo com a redução, o nível das reservas continua considerado elevado e funciona como uma espécie de “colchão de segurança” para proteger a economia brasileira em momentos de turbulência nos mercados internacionais.
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