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Vida sexual ativa após a menopausa: desejo se mantém, mesmo que escondido

Especialistas defendem que a menopausa pode ser um período de redescoberta sexual, desafiando estigmas e oferecendo novas oportunidades para as mulheres.

Três mulheres desfrutam de um rato de tempo livre em uma praia. (Foto: onuma Inthapong/Getty Images)
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  • A menopausa, frequentemente vista de forma negativa, pode ser uma fase de plenitude e aprendizado sexual, segundo especialistas.
  • A psicóloga feminista Anna Freixas afirma que as mulheres não estão doentes, mas sim feridas pela estigmatização social.
  • Sintomas como dor e sequidão vaginal afetam entre 27% e 84% das mulheres, mas a sexóloga Francisca Molero destaca que é possível aprender novas habilidades eróticas.
  • A ginecóloga Silvia P. González recomenda manter uma vida sexual ativa para minimizar problemas relacionados à sequidão vaginal.
  • Existem tratamentos como lubrificantes e terapia hormonal, e a comunicação com o parceiro é essencial para manter a intimidade.

A menopausa, frequentemente cercada de tabus, está ganhando nova perspectiva. Especialistas afirmam que essa fase pode ser um período de plenitude e aprendizado sexual, desafiando a visão negativa que a envolve. A psicóloga feminista Anna Freixas, em seu livro, destaca que as mulheres não estão doentes, mas sim feridas pela estigmatização social.

Durante a transição da menopausa, muitas mulheres enfrentam sintomas como dor, sequidão vaginal e diminuição do desejo sexual. No entanto, a sexóloga Francisca Molero ressalta que é possível aprender novas habilidades eróticas e desfrutar da sexualidade sem o medo de engravidar. A experiência varia de mulher para mulher, influenciada por fatores biológicos e psicosociais.

Impacto dos Sintomas

Os sintomas genitourinários, como a sequidão vaginal, afetam entre 27% e 84% das mulheres. A ginecóloga Silvia P. González explica que a falta de estrogênios altera a mucosa vaginal, mas manter uma vida sexual ativa pode ajudar a minimizar esses problemas. Relações sexuais frequentes, mesmo sem penetração, aumentam a circulação sanguínea na região, melhorando a saúde genital.

Entretanto, a falta de desejo sexual é uma preocupação comum. A sexóloga Laura Câmara observa que a ideia de que o desejo diminui com a menopausa é um mito. Fatores como dor e sequidão podem influenciar a experiência sexual, mas a percepção do desejo também é moldada pelo contexto pessoal e relacional.

Abordagens e Tratamentos

Para lidar com os sintomas, existem diversas opções de tratamento. Lubrificantes e hidratantes podem aliviar a sequidão, enquanto a terapia hormonal é uma alternativa para sintomas mais severos. A comunicação com o parceiro é fundamental para manter a intimidade e a vida sexual ativa.

Os especialistas concordam que a menopausa não deve ser vista como um fim, mas como uma oportunidade de redescobrir a sexualidade. A vida sexual pode continuar a ser satisfatória e gratificante, independentemente da idade.

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