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Fundadora do Educar+ diz que blockchain continua nichado

Fundadora do Educar+, Carol Santos diz que blockchain ainda é nichado e defende maior representatividade de mulheres e pessoas periféricas

Carol Santos, Fundadora do Educar+, no Complexo do Chapadão, Rio de Janeiro (Foto: divulgação)
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  • Carol Santos, fundadora do Educar+, em Complexo do Chapadão, Rio de Janeiro, fala sobre o ecossistema de blockchain ainda ser nichado e dominado por pessoas ricas, homens e brancos.
  • Ela defende curadoria mais intencional e espaço reservado para mulheres, além de ampliar a participação de jovens por meio de agentes de transformação ligados a crianças e adolescentes.
  • Segundo Santos, acessar espaços de blockchain é mais difícil para pessoas periféricas, e é preciso “intermediadores” para chegar até as crianças e adolescentes.
  • Hoje, o Educar+ atua com projetos educacionais, culturais e tecnológicos para mais de 200 crianças e adolescentes, incluindo iniciativas que geraram renda com NFT em 2022.
  • Durante o Blockchain.RIO, Santos liderou programas para mulheres (mais de 100) em parceria com Women in Tech Global, além de realizar um brunch feminino com parceiros internacionais.

Carol Santos, fundadora do Educar+, relata que o ecossistema blockchain continua sendo amplamente dominado por grupos específicos, o que restringe o acesso a pessoas de baixa renda, mulheres e moradores de periferia. A afirmação foi feita durante o Blockchain.RIO, em entrevista ao BP Money, no Rio de Janeiro.

Santos explica que a maior parte dos participantes é masculina e branca, o que dificulta a participação de novos públicos. Ela aponta a necessidade de curadorias com olhar intencional e convites reservados a mulheres para ampliar a representatividade nos eventos.

A liderança do Educar+ envolve iniciativas para crianças, adolescentes e mulheres, com foco em blockchain e Web3. A partir de 2021, a organização trabalha com projetos educacionais, culturais e tecnológicos que já alcançam mais de 200 jovens.

Desafios de acesso e inclusão

A fundadora cita barreiras como a falta de representatividade e a dificuldade de dialogar com o público-alvo desde o início. Segundo ela, é preciso intermediar o acesso a crianças e adolescentes por meio de organizações sociais que atuam na ponta.

Santos exemplifica o acesso via eventos, formações, bootcamps e hackathons voltados a comunidades periféricas, destacando que apenas chegar aos jovens exige redes de contato e parcerias estratégicas.

Impacto e ações atuais

O Educar+ opera com projetos para mais de 200 crianças e adolescentes. Um caso citado envolve uma coleção de NFT criada por crianças, cuja renda gerou ganhos para famílias em 2022.

Ela também lidera programas de blockchain para mais de 100 mulheres, em parceria com a Women in Tech Global. Durante o Blockchain.RIO, ocorreu um brunch feminino em parceria com a Bybit e a Theter.

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