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Peritos revelam técnicas utilizadas para recuperar áudios apagados

Polícia Federal investiga conversas de Jair Bolsonaro com aliados enquanto peritos digitais recuperam dados de dispositivos apreendidos

Jair Bolsonaro, ex-presidente (Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal)
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo investigado por sua suposta participação em uma tentativa de golpe de estado.
  • A perícia forense computacional tem sido fundamental na recuperação de dados apagados de dispositivos eletrônicos, como smartphones.
  • Os peritos utilizam equipamentos e softwares especializados para criar réplicas dos dados digitais, permitindo a recuperação de arquivos deletados.
  • A criptografia de ponta a ponta do WhatsApp protege mensagens durante a transmissão, mas não no armazenamento, facilitando a extração de dados por peritos.
  • Até o momento, não há indícios de que medidas adicionais de segurança estejam sendo utilizadas na investigação da Polícia Federal relacionada a Bolsonaro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo investigado no inquérito sobre a tentativa de golpe de estado, o que trouxe à tona o trabalho da perícia forense computacional. Recentemente, técnicas avançadas de recuperação de dados apagados de dispositivos eletrônicos, como smartphones, ganharam destaque.

As conversas de Bolsonaro com familiares e aliados despertaram interesse sobre como os peritos digitais atuam. A perícia digital, que se assemelha ao trabalho de um detetive, utiliza equipamentos sofisticados para coletar e analisar provas. Quando um mandado de busca é emitido, os agentes apreendem dispositivos como smartphones e notebooks, que são cruciais para a investigação.

A recuperação de dados não é uma tarefa simples. Os peritos utilizam máquinas e softwares especializados, que permitem criar uma réplica dos dados digitais, preservando as provas. Mesmo que um arquivo seja apagado, ele não desaparece imediatamente do dispositivo, pois pode ser recuperado antes que o espaço seja reescrito. Softwares específicos conseguem reconstituir arquivos deletados, como se fossem colagens de papéis picados.

Criptografia e Armazenamento

Um ponto de discussão relevante é a criptografia de ponta a ponta utilizada pelo WhatsApp. Embora as mensagens sejam protegidas durante a transmissão, uma vez que chegam ao dispositivo do destinatário, a criptografia não se aplica ao armazenamento. Isso significa que, se um usuário entregar seu smartphone, como fez o pastor Silas Malafaia, a extração de dados se torna mais fácil para os peritos.

Autoridades e figuras públicas costumam adotar medidas adicionais de segurança, como criptografia em várias camadas, para proteger informações sensíveis. No entanto, até o momento, não há indícios de que tais medidas estejam sendo utilizadas na investigação da Polícia Federal relacionada a Bolsonaro.

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